quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Das estratégias de atração

Já se falou aqui nos exemplos dos animais, a propósito da fidelidade. Comparámos cisnes e ursos polares (a comparação vale o que vale, pois claro!). Até trouxemos aqui a louva-a-deus! Mas agora vou levar o desafio mais longe: com quem nos podemos comparar em termos de técnicas de atração? Até que ponto nos distanciámos já dos nossos primos mamíferos? Para nos ajudar, escolhi um texto de um professor universitário especializado em Bioética ou, dito de forma mais simples, alguém que passou a vida a bisbilhotar a vida privada dos animais, George Stilwell.

Os grandes criativos nas estratégias de atração são as aves - é a mudança de guarda-roupa, são as exibições divinais de canto, são os deslumbrantes passos de dança, é o voo acrobático, é a construção de apartamentos de luxo, é a proteção da companheira... e mais uma infinidade de truques para conseguir alguns segundos de glória. Realmente não há comparação com os trapalhões dos mamíferos, que se limitam a urinar contra um tronco, andar à zaragata com rivais e seguir as fêmeas com olhos esbugalhados e saliva a pender do canto da boca.

                          (George Stilwell, Quando os macacos se apaixonam)


Não encontrei uma fotografia do autor do texto, mas esta imagem do nosso primo mais próximo também me pareceu apropriada.


4 comentários:

  1. Como eu gostaria de ser ave... não tem nada que ver com questões de estratégia, era apenas para poder voar.
    :)

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  2. Ai, os mamíferos, ainda têm tanto a aprender com as aves... :)))

    Beijocas!

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  3. Não fui capaz de deixar de sorrir… Muito engraçado, muito verdadeiro também… Quanto à fidelidade, acredito nela, mas começa a ser equivalente à mais rara das pedras preciosas.

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  4. Era mesmo para sorrir! Andamos tão cinzentos, encolhidos, deprimidos! E quanto à fidelidade, acredito nela, como acredito no amor. Se este não existir, abrem-se as portas a todo o tipo de combinações, mais ou menos viciadas.

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