quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Alguém viu a princesa da Tailândia?

É que eu não consegui ver. Fiz zapping por todos os telejornais e, talvez por pouca sorte minha, só apanhei as notícias do costume, que se repartem, de modo idêntico, entre a crise e o futebol. Poderá ter havido alguma reportagem,  mas pequenina, envergonhada, despercebida. Parece-me que a nossa comunicação social não percebeu bem a importância da oferta tailandesa a Portugal, a prova de respeito e amizade que, cruzando o tempo, pode constituir-se numa relação privilegiada. Mas não foi só a comunicação social. O nosso Presidente da República também não se dignou aparecer, sendo representado pela primeira-dama e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. Quem só entende a linguagem dos números não percebe como a linguagem dos afetos pode ser importante na própria economia.
Felizmente, há quem perceba. D. Duarte de Bragança esteve presente, numa representação suprapartidária e intemporal do povo que há cinco séculos se ligou ao povo tailandês. Transcrevo as palavras seguintes, surripiadas do blogue Combustões.
 SAR o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, descendente dos Reis que construíram e animaram as relações entre a Coroa portuguesa e o velho reino do Sião, foi recebido pelo Chefe do Protocolo de Estado, Embaixador Bouza Serrano e pelo Embaixador Carlos Pais, responsável no MNE pela "Comissão Celebrações Ásia". Em conversa com SAR, agora regressado de Macau e Timor, falou-se na possibilidade de, em ocasião a agendar, a família real portuguesa visitar a Tailândia e ali testemunhar a perdurabilidade e profundidade da estima de que goza o nome de Portugal.



(Video da Câmara Municipal de Lisboa )
Vale a pena ver e ouvir.

15 comentários:

  1. Eu não vi! Mas não é para admirar, pois para não ouvir falar nem de crise, nem de futebol, nem vejo os telejornais. O que é demais enjoa! E só de ver as caras dos políticos, todos os dias com novas invenções para nos encalacrar, é garantido que fico mal disposta!

    Quanto ao vídeo, além do pavilhão que parece ser lindíssimo, gostei daquela mini-dança no final, very typical! :)

    Beijocas!

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    1. Também gostei do video. Só não percebi porque houve tão pouca divulgação. Se um futebolista magoasse um joelho, tinha direito a abertura de telejornais!
      Bjs

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  2. não... também não vi!
    mas para a comunicação social este evento não constitui índice de audiências. mais valor tem, para eles jornalistas, por exemplo, a Sara Norte ter sido detida por posse de droga... quem é a Sara Norte? (nada me relaciona com ela, é apenas um exemplo) quase ninguém sabe que é filha do ator Vitor Norte, que também serão poucos a conhecê-lo. isso sim, é notícia e vale a pena mandar um batalhão de fotógrafos para a porta do tribunal. é de lamentar o conceito de notícia da nossa comunicação social.
    as notícias são tantas que basta ligarmos a SIC Notícias ou, a TVI 24, e de hora a hora estamos a ouvir as mesmas. a única que altera é o dizerem, "são agora 9 horas depois, chegámos ás 10, e ás 11, ás 12... etc, etc" mas as notícias... as mesmas!!!

    que dizer?

    obrigado pela partilha do vídeo.


    a...té

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    1. Pois, esse é um bom exemplo. Intriga-me o conceito de notícia e o próprio conceito de serviço informativo da nossa comunicação social. Às vezes, parece-me mais um serviço de intoxicação social.

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  3. O Sr. PR anda fugido, tem medo de "ajuntamentos". E, assim por assim, lá vai a Maria q pelo menos não se queixa de ter uma reforma baixa.
    Qt aos meios de comunicação social, para quê noticiar um acontecimento destes, Teresa? Esta princesa nem sequer aparece na Hola!! :)))

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    1. Pois é, Ana. Será que o Senhor Presidente anda com agorafobia? Ou antropofobia? Ou demofobia? Ou oclofobia?
      (Olha que estas fobias existem mesmo! Pensavas que eu ia inventar estas coisas?)
      Bjs

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    2. O homem tem é autofobia... e que fazia a D. Maria na inauguração? Será porque uma princesa não merece mais? o PR tem é ginecofobia e a D.Maria é um homem disfarçado

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  4. A diferença entre um PR e um Rei é astronómica... nem vale a pena comparar.
    Enquanto Cavaco foge dos alunos da António Arroio com medo de uns apupos ou pouco mais... el Rei D. Carlos não se escondeu do povo e viajava em caleche aberta, o que lhe veio a custar a vida às balas da formiga branca...
    É a grande diferença... um é o prove(a)dor do povo, o outro é o próprio povo.
    Viva Portugal
    (quando é que nos devolvem o nome? quando é que deixamos de ser a República Portuguesa?)

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    1. Por acaso, também me aborrece o facto de a República ter mudado o nosso nome, como país. Foi como Portugal que demos novos mundos ao mundo.

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  5. Acredito que o nosso Presidente não foi porque não teve dinheiro para o passe deste mês.

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  6. Se não fosse pelo que li aqui no teu blog, nada sabia do assunto.
    Mas estou cheiinho de crimes, tribunais e tragédias, além do Relvas, claro.

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    1. É isso que me parece estranho, há uma seleção noticiosa que eu não entendo.
      Bjs

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