quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aos meus alunos

Mais uma vez, recebo uma fita de um ex-aluno meu, para aí escrever algumas palavras, e ser colocada na pasta, por ocasião da Queima das Fitas. Desta vez, é de um rapaz que foi meu aluno durante todo o 3.º ciclo e que agora, no final do seu curso, se lembra de mim e me faz também lembrar dele, da turma, dos tempos que com eles passei. De vez em quando, acontece uma situação destas e toca-me o coração.
O verdadeiro professor não é aquele que faz belos planos, extensos relatórios, lindas planificações de aulas assistidas, cheias de estratégias inovadoras e recheadas de novas tecnologias. Não é o que enche a boca de "eduquês" e debita metodologias importadas e pouco adaptadas às nossas realidades, na maioria dos casos. O bom professor é o que ajuda os seus alunos a crescer, a compreender o mundo e que, de vez em quando, lhes desperta "um brilhozinho nos olhos" de interesse, de descoberta. São esses professores que eles não esquecem. E é por esses alunos e por esses momentos que eu sinto que, apesar de tudo, tem valido a pena ser professora.

5 comentários:

  1. Boa , Teresa. Sem palavras. será q nessa altura te candidataste ao excelente, por teres desenvolvido capacidades humanas, de cidadania nos teus alunos?

    Ana

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  2. Subcrevo tudo o que dizes, Teresa e preocupa-me ver a paixão pelo ensino em estado moribundo.
    A este porto de águas revoltas nos trouxe este governo.

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  3. Olá outra vez, Ana.
    Não, achei sempre que era o que eu devia fazer, e fazia-o com prazer, ao contrário dos tempos actuais.
    Bjs

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  4. Anabela
    Eu ainda tenho esperança. Há muita coisa que já não volta atrás (e algumas não deviam voltar!), mas eu espero que as eleiçoes tragam algum bom senso para a 5 de Outubro. Este modelo de avaliação, que assenta na valorização do que não é importante, espero que não dure muito mais. Ou então, só nos resta esperar pela reforma, o que é muito triste.
    Bjs

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  5. Oxalá os meus olhos voltem a brilhar como em tempos atrás. Tempos em que eu gostava de ir para a escola e até trabalhar em casa! Motivação que já não existe mais!
    Estou de luto!
    Adoro SER professora, não gosto de parecer...afinal agora o que conta são as aparências. Não importa que se magoem colegas, não importa que o trabalho tão enriquecedor, como o trabalho de equipa, esteja em vias de extinção...etc...etc... As burocracias desmesuradas e desnecessárias imperam. Será o mais importante? Claro que não, embora haja governantes míopes, não percebem a realidade!

    Eu ainda sou do tempo em que gostei de ser professora! Aliás, ouso em dizer que ainda gosto, mas com muita mágoa.

    Beijinhos

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