terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Apetece-me uma janela!

Hoje, estou cansada. E apetece-me uma janela. Encontrei-a aqui, na poesia de Vieira Calado.

Faz-me falta uma janela que dê para o jardim
para que eu possa ver um jardim
quando vou à janela.
.
Assim fosse a predestinação dos meus olhos.
.
Assim escusava de levar esta vida
a desejar uma janela
que apenas imagino e vejo
com o jardim abstracto de meus olhos.

.                 (Vieira Calado)

24 comentários:

  1. Pois é Teresa! Por vezes apetece-nos uma janela, sobretudo quando se fecha uma porta... bj

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  2. Ana
    Cada um tem as suas janelas... não é?
    Bjs

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  3. Tal como me aconselharam, em relação à frase que me faz falta, arranja uma e coloca-a bem visível, para te lembrares desse jardim, sempre que quiseres... ele está lá... basta abri-la! :)Beijinho

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  4. Boa noite, Teresa.
    De facto cada um tem as "suas janelas".
    Não obstante, o Vieira Calado, pretendia muito mais do que uma janela. A janela de Vieira Calado conduziria a um Jardim.
    Na verdade, o que ele pretendia era ver um Jardim.
    Precisaria ele de uma janela para imaginar um jardim?
    Bj
    Maré Alta

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  5. Eva
    Talvez seja uma boa ideia: pôr uma janela bem visível, para quando precisar de sair a voar por aí fora!
    Bjs

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  6. Pois amiga Teresa, o meu obrigado.

    Só faltou a ligação...

    Beijinho

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  7. Maré Alta
    Vieira Calado precisava de uma janela para ver um jardim. Cada um pode precisar de uma janela para atingir o seu objectivo. Pelo menos, é assim que eu vejo a janela, como o início de um caminho. Mas pode ser outra coisa. A beleza da poesia é que cada um de nós pode sentir as palavras de uma forma diferente, não é?
    Bjs

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  8. Amigo Vieira Calado
    Acha que eu fazia isso? A ligação está no aqui!
    Ora experimente!
    Bjs

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  9. Todos nós precisamos de uma janela, para gritar ao mundo as coisas boas e más, para que entre o ar e o Sol, para assim respirarmos e termos a Luz...

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  10. Concordo, Pinguim
    Mau é quando nem percebemos que nos falta uma janela!
    Bjs

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  11. Muitos dias, ainda que em muralhas, devemos saber criar janelas, que nos mostrem a luz...beijos,chica

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  12. Sou uma grande admiradora da poesia do Vieira Calado, por isso mesmo, tenho sempre receio de destruir a sua beleza, quando a traduzo.
    Apresentei no Círculo Literário, junto ao livro escolhido, duas poesias do Vieira Calado, que foram acolhidas com grande interesse, porque a literatura portuguesa é pouco conhecida aqui. Agora os membros querem um encontro só com poesias dele... e este é um dos poemas, que penso traduzir.

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  13. Variando um pouco o pensamento de Pablo Neruda:

    Eu não viajo!
    Eu não leio!
    Eu não gosto de ouvir música!
    SÓ encontro imensa graça em mim mesma.

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  14. Queria tanto que essa nova janela a dar para um jardim se abrisse para mim. Mas nãoa vejo. Estou cansada de estar à espera, pois houve uma porta ou várias portas que se fecharam definitivamente.
    Mas vou imaginar que ela existe e que a hei-de encontrar.
    Belo poema. Não o conhecia. Obrigada pela partilha.

    Beijinhos

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  15. Todos nós precisamos, não de uma, mas de janelas. E temo-las! Umas vezes não conseguimos olhar para além, de tão embaciadas as vamos deixando ficar. Outras, nem o esforço de um pequenos gesto fazemos para as abrir!
    Pequeno e simples aceno, como o da Teresa (e que bem o fez!),ao abrir uma janela para a poesia!
    Sabe, Teresa, acho que nós não somos terra estéril, todos podemos plantar e ver florescer o nosso jardim. Assim o queiramos.
    BJS
    --
    PS - Sugiro que escreva o aqui em itálico e lhe dê outra cor. Vai ver que o Vieira Calado (cujo blog admiro e visito amiúde)o encontrará:)

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  16. Chica
    Que linda ídeia, temos de saber criar janelas, mesmo em muralhas! Só que às vezes é difícil, não é?
    Bjs

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  17. Querida Natália
    Desejo do fundo do coração que encontres a tua janela, a consigas abrir, e saias a voar por ela fora, no meio do teu jardim.
    Bjs

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  18. Carlos
    Gostei tanto das suas palavras! E como são verdadeiras!
    Bjs

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  19. Ematejoca
    Mas que boa ideia, levar a poesia portuguesa a outras paragens. Pessoalmente, acho que Portugal tem grandes poetas, talvez tenha a ver com a estrutura da nossa língua, talvez tenha a ver com o nosso temperamento um pouco nostálgico, ou as duas coisas juntas.
    Quanto à brincadeira com a frase de P. Neruda, por aquilo que conheço, não me parece que só encontres graça em ti mesma. Mas isso também é preciso!
    Bjs

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  20. É tão bom termos uma janela virada para o jardim...tenho uma virada para os bambús que se conservam verdes todo o ano!
    Bjs

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  21. Lilá(s)
    Bambús, gatos, um cágado... é bom termos uma janela aberta para a Natureza.
    Bjs

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  22. Engraçado!...
    Há dias fui aqui na minha aldeia (Braga) ver o ''Nas Nuvens'' e,... aconteceu-me o mesmo!
    Pensei que a coisa era característica duma cidade do interior,... mas... pelos vistos, enganei-me!
    Ouvia grgrgrgr frenéticamente... fico pelos cabêlos... sim, porque ainda os tenho e com poucas brancas!!!

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  23. António
    Acho que este comentário era para o post "Pipocas", mas tudo bem, fica registado na mesma!
    Bjs

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  24. Obrigada pela visita ao Eira do Sol e pelo comentário. Teresa, ainda bem que o segues e o que o achas mais solto. Era essa a intenção! Queria um espaço onde pudesse rodopiar de braços abertos com o Sol a beijar-me o rosto, ao meu ritmo e ao meu sabor. Até ao próximo raio sobre o blog amarelinho. ;-)

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