sábado, 6 de março de 2010

Out of Africa

I once had a farm in Africa.
Quem não se lembra desta frase? A mim, ela transporta-me imediatamente para as terras quentes de África, numa viagem de aventura e descoberta inesquecível.


O prometido é devido e, finalmente, vou responder ao desafio da Vanessa e entregar o meu Óscar a um dos filmes que já alguma vez ganhou uma dessas cobiçadas estatuetas. Depois de muitas hesitações e escolhas difíceis, o meu Óscar vai para Out of Africa, com o título em português de África Minha.
Realizado por Sidney Pollack pela Columbia Pictures, ganha sete Óscares, incluindo o de melhor filme, no ano de 1985. Além desse, ganha os óscares de melhor direcção, melhor argumento adaptado, melhor fotografia, melhor banda sonora original, melhor direcção artística e melhor som. Entre 1985 e 1987, ganha ainda prémios Globos de Ouro (EUA), Bafta (Reino Unido), César (França), David di Donatello (Itália), da Academia Japonesa de Cinema e dos American Film Editors. Afinal, o que tem este filme de tão especial?
O filme é a adaptação do livro autobiográfico da baronesa dinamarquesa Karen Von Blixen que, por volta de 1914, portanto no início da Primeira Guerra Mundial, casa com o barão do mesmo nome e parte para África para desenvolver uma plantação de café. O filme trata das vicissitudes do seu estabelecimento naquele recanto do Quénia, entre os problemas da guerra e os seus próprios problemas pessoais. O filme retrata uma história de amor, entre a baronesa (Meryl Streep) e um caçador branco (Robert Redford), mas isso é muito redutor. Acima de tudo, o filme retrata a história de amor entre a baronesa e aquela terra quente de África, que a princípio rejeitou. É uma história de mudança, de aceitação das diferenças culturais, de aprendizagem e das muitas facetas do amor. Não vou contar o fim do filme, mas aconselho vivamente o seu visionamento, num destes fins-de-semana tristes e chuvosos.
Conta com interpretações de excelência de Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer e um grupo de intérpretes da zona do Quénia onde foi filmado. A banda sonora é extraordinária. Composta por John Barry, integra ainda Mozart e peças musicais e vocais tradicionais do Quénia. E é esta música que nos acompanha num cenário de incrível beleza, que nos faz viajar das praias de Mombaça ao Kilimanjaro, passando pelos campos e bosques do Quénia. Algumas das imagens deste filme irão acompanhar-nos sempre, pela sua grandiosidade, como esta sequência com que vos deixo.


I wish I had a farm in Africa

29 comentários:

  1. Vi e revi este filme várias vezes e posso revê-lo sempre que me apetece.
    O argumento é profundo e as interpretações dos actores são fascinantes. Além de que adoro a actriz principal, Meryl Streep.
    A paisagem africana tira-nos o fôlego assim como a banda sonora que acompanha o filme.
    Tudo é mágico em "Out of Africa".

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  2. Já há algum tempo, que estive no blogue da tua amiga Vanessa, mas pensei, que tinha de entregar o meu Óscar a um dos filmes que fazem parte da competição deste ano. Como não vi nenhum, era uma escolha difícil!!!

    Dos mais antigos conheço-os quase todos... "Out of Africa" também. Com 3 actores muito da minha preferência, especialmente o Klaus Maria Brandauer.
    "I once had a farm in Africa" assim começa também o livro da Karen von Blixen, que vale a pena ler.

    Eu nunca tive interesse pela a África, sonhei sempre com países frios, como a Alemanha, mas depois da chuva-neve acompanhada de uma ventania polar, que apanhei ontem à saída do teatro, ficando com umas terríveis dores de ouvidos... penso emigrar para um país mais quente!!!

    Vou escolher um filme, dos antigos é difícil, porque gosto de vários. No entanto, amanhã publico um deles no "ematejoca azul", horas antes de me preparar para a noite dos óscares, que não perco, apesar de ser uma mulher do teatro e não do cinema.

    Bom fim-de-semana!

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  3. Uma excelente escolha, Teresa! Vi este filme pela primeira vez, era bem novinha. Confesso que não lhe soube dar o devido apreço. Achei-o maçudo e desinteressante até. Anos mais tarde, voltei a vê-lo e é sem dúvida um dos filmes mais belos que já vi. Uma época nostálgica, cenários divinos e uma história comovente e de gente crescida. Muito bom!

    Tenho pena de não ter participado nesse desafio. Adoro cinema!

    Beijinho e um bom fim-de-semana :)

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  4. Natália
    Como concordo contigo! É um filme onde tudo é mágico, das paisagens à música!
    Bjs

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  5. Ematejoca
    És uma mulher das artes, por isso gostas de cinema.
    Eu, ao contrário de ti, sempre gostei de climas quentes. Sou solar.
    Fico à espera da tua escolha, amanhã.
    Bjs

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  6. Helga
    Ainda podes participar, o desafio mantém-se até amanhã, que é o dia da entrega dos Óscares deste ano.
    Participa, é sempre interessante.
    Bjs

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  7. Um filme magnífico.

    A África desta narrativa já não existe.

    O país esá devastado.

    Já não ha sonhos para uma quimera como a de Blixen.

    De resto, é excelente esta tua edição.
    Gosto de relatos assim.

    Bjs

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  8. JPD
    Sim, infelizmente esta África rica e mágica já não existe. Os sonhos desfizeram-se.
    Bjs

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  9. Olá Teresa.
    África Minha. Vi este fime , na antiga sala de cinema, São Jorge em Lisboa.
    Recordo-me, perfeitamente, durante um furo entre aulas. Devo confessar, um furo à força.
    Lá fui ver o filme , numa tarde de inicio de primavera, uma tarde solarenga.
    Afinal, na altura, o filme estava na "berra".
    O filme, paisagens magníficas como a Natália referiu "mágicas" e um écran de cinema enorme, em que as paisagens enchiam os nossos olhos e o nosso espiríto.
    Outra recordação.
    Bj

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  10. Boa escolha, Teresa.
    A minha, como já lhe disse, suponho, foi para a Lista de Schindler.
    Vi o África Minha duas ou três vezes. Gostei do filme, pela interpretação (Meryl Streep, sempre ela!), pela história e pelas imagens de África que é terra que me corre nas veias.
    Bjs
    Bom Domingo

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  11. Se eu tivesse agarrado o teu desafio, este filme teria sido a minha primeira escolha!! Posso ver e rever este filme até à exautão! Pelos mais variados motivos... mas o filme encanta-me sempre que o revejo. E sempre que o vejo, queria ser a Karen Blixen. Há várias cenas que adoro no filme... em especial a do avião, claro com a música maravilhosa, mas também a daquele jantar em que ela tem de continuar a história dele... adoro essa cena e a forma como ela desenvolve imediatamente a continuação da história e os encanta :)Que bons eram esses tempos, sem televisão!! O final, em que se humilha para que lhe dêm atenção...adoro!O próprio cenário encanta... tenho uma forte paixão por Africa apesar de nunca lá ter estado. Enfim... se tivesse de levar um filme para uma ilha deserta, era este!! :)))) Beijinhos!

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  12. Maré Alta
    De onde se conclui que, às vezes, é positivo faltar às aulas! Agora a sério, é isso mesmo que eu sinto, este filme tem paisagens que nos encheram os olhos e o espírito.
    Bjs

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  13. Carlos
    Sabe que A Lista de Schindler era outro dos filmes do meu coração, estive muito indecisa na escolha.
    Bjs

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  14. Eva
    Também tenho uma paixão por África, mas por essa África dos grandes espaços, de alguma pureza, de contacto com a Natureza. Receio que, tal como o JPD escreveu, esta África já não exista.
    Mas subscrevo todas as tuas palavras.
    I still wish I had a farm in Africa.
    Bjs

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  15. Oi Teresa,
    Gosto muito da Meryl Streep,achei as cenas espetaculares , mas nao me lembro de ter visto, acho que nao porqye nao esqueceria essas cenas, até lembrei do filme O Aviador que tem cenas num tipo de aeroplano desses
    Vou procurar ver o filme, procurar na locadora ou baixar no computador ,as cenas encantaram, nao sei porque nao vi.
    Abraços,Teresa bom domingo

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  16. Também fiquei apaixonada por esse filme, vi-o várias vezes.
    Bjs

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  17. Lis
    Ainda vais a tempo, tenta ver este filme num grande ecran, é daqueles que valem a pena.
    Bjs

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  18. Lilá(s)
    É um filme maravilhoso, mágico já alguém aqui disse.
    Bjs

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  19. este parece ser o filme de predileção de muitos participantes da blogagem coletiva [e tem motivos, né?]. achei bem interessante também conhecer o título português do filme; no brasil chamou-se "entre dois amores".

    parabéns pela resenha!

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  20. Venho aqui à boleia da ematejoca, gostei muito, particularmente da atenção dada aos animais.
    Também adorei este filme.Já não vou a tempo do desafio, o que até me da jeito..pois não saberia que filme escolher!!! :9
    Até breve
    xx

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  21. Naomi
    E é também um bom título: a protagonista está dividida entre o marido e o aventureiro, mas também entre a sua vida comum e o apelo da aventura e do exotismo de África.
    Bjs. Volta sempre.

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  22. Papoila
    Pois, para mim também foi difícil escolher.
    Os animais, sim , sempre, mais fiáveis e carinhosos do que a maioria das pessoas.
    Bjs. Ainda bem que vieste.

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  23. Ematejoca
    E eu já lá fui ver! Boas escolhas, as tuas!
    Bjs

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  24. Teresa, esse é um dos filmes da minha vida, muito pertinho de ser O filme da minha vida
    Adorável, fabuloso, magnifico, poderoso, espectacular, etc etc

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  25. Manuel
    Olha a coincidência, acabei de rever este filme na RTP Memória. E também lhe colocaria todos esses adjectivos.
    Bjs

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  26. O Óscar de Melhor Realizador foi, pela primeira vez na história dos Óscares, entregue a uma mulher: Kathryn Bigelow, realizadora de "Estado de Guerra", mesmo no DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

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  27. Ematejoca
    É verdade, calhou mesmo bem, no dia certo.
    Bjs

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  28. Um dos mais belos filmes que já vi...

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