As Pegadas de Portugal no Mundo

Entre os vários pontos de interesse na ilha destacam-se: o pelourinho erguido em 1520; a igreja manuelina de Nossa Senhora do Rosário, construída em 1495, que é a mais antiga igreja colonial do mundo; a Rua Banana, que vai ter à igreja, e que foi a primeira rua de urbanização portuguesa nos trópicos; as ruínas da Sé Catedral, de onde se alcança um belo panorama para o oceano Atlântico, que demorou quase 150 a ser construída, entre 1555 e 1693 e que ficou muito danificada pelos ataques de piratas franceses em 1712; o Forte Real de São Filipe, que domina a cidade do alto dos seus 120 metros, construído em 1590 para defender a colónia portuguesa dos ataques dos franceses e ingleses; e as ruínas do Convento de São Francisco que foi construído em meados do séco XVII e teve o mesmo destino da Sé Catedral.
Para além do património edificado, a paisagem natural com a vista sempre solene do Oceano Atlântico, o verde da vegetação, a geologia vulcânica e o canhão da Ribeira, deverão ter sido também importantes para a classificação da UNESCO.
A população saiu à rua para festejar. O Presidente da República de Cabo Verde considerou esta inclusão da Cidade Velha no Património Mundial da Humanidade como "uma valorização da história cabo-verdiana e das origens do povo cabo-verdiano". E eu acho que Portugal também deve festejar. Depois da Ilha de Moçambique, no ano passado, é agora a vez de outra das nossas "pegadas" ser considerada Património Mundial.
Fizemos algumas coisas bem feitas!
(Agradeço ao blogue www.portugalnotavel.com algumas das informações constantes neste post)
Olá!
ResponderEliminarA blogagem da Aldeia da Minha Vida foi um grande sucesso, graças à sua participação e divulgação.
Convido-o(a) a participar na próxima blogagem de Julho “ Férias na Minha Terra”.
É uma oportunidade única para demonstrar a todos que vale a pena passar férias no nosso país, especialmente na nossa querida terra, seja ela aldeia, vila ou cidade.
Inscreva-se e mande o seu texto até 7 de Julho para o seguinte e-mail: aminhaldeia@sapo.pt
Para premiar a sua participação, vamos atribuir ao melhor post um fantástico prémio e ao melhor comentário também.
Muito obrigado pela sua atenção!
Votos de um feliz dia!
Susana Falhas
Onde quer que um Português tenha estado ou vá deixa sempre a sua marca: histórica, linguística, cultural. Como dizes, o contacto com outros povos nunca foi instantâneo; algo muito nosso deixou lá as suas raízes.
ResponderEliminarNão sei se será pretensão minha dizer que somos um grande POVO, pena que só o demonstremos no estrangeiro.
PORTUGAL podia ser um grande país porque sempre teve figuras proeminentes e outras anónimas que fizeram com que fôssemos aceites e respeitados nos quatro cantos do mundo!
Beijos
Olá Natália
ResponderEliminarConcordo com tudo o que dizes. Temos o péssimo hábito de depreciar tudo o que fazemos. Eu, pelo contrário, cada vez aprecio mais a cultura portuguesa e a maneira de ser e de viver que nos torna diferentes e especiais.
Bjs
Susana
ResponderEliminarJá estou inscrita! E a preparar o meu texto (só 10 linhas?).
Bjs
Viva, Teresa!
ResponderEliminarVinha agradecer a sua visita lá no blog e dizer que já respondi e não é que dei com este post?
Gostei muito. Aliás, que outra coisa poderia esperar-se de uma professora de História, que não interessar-se e interessar quem a leia por temas históricos?
Tudo o que se relacione com História tem-me como ouvinte e leitor atento e muito interessado.
Por meu lado, embora não sendo expert no assunto, decidi, anos atrás, aqui no blog, iniciar a publicação de uma série de posts, subordinados à temática geral "Aldeia Global Portuguesa".
Trata-se de publicações de feição e datas aleatórias, de apontamentos históricos e geográficos de locais onde a "mão de portugueses algum dia pôs o pé" e os feitos ali realizados.
Além dos já publicados, tenho outros em carteira. São, porém, tantos e tão diversificados que arrisco-me a não chegar ao fim antes do 3º milénio. Não há buraco no mundo onde um português não tenha estado e feito das suas.
Pois... tanto fizemos que nos esgotámos. E de tal forma que, agora, nada fazemos, preferindo que outros trabalhem para nos satisfazerem as necessidades. Como, porém, essas coisas se pagam e, porque não trabalhando não temos aquela coisa com que se compram os melões, eis-nos numa ciclópica enrascada.
Bem, mas a tal minha epopeia em desenvolvimento "devagar, devagarinho e parado...", pode ser vista na parte final do sidebar do meu blog, onde estão os links para os posts.
Abraço
Ruben
Ruben
ResponderEliminarEntão não me diga que vem visitar o meu blogue e nunca reparou que a cultura portuguesa, com todos os seus cambiantes lusófonos, é a minha paixão? Tenho vários posts sobre essas questões.
Já agora, o meu post de amanhã é-lhe dedicado, a si e a todas as pessoas que gostam de valorizar o que é português.
Bjs da vizinha
Teresa
Olá.
ResponderEliminarGostaria de enriquecer um pouco o seu post. Uma das frases que escreveu ficaria melhor, em minha opinião, assim: "Sempre gostámos de nos misturar com as populações, escravizar, mutilar e lançar raízes".
Não concorda?
Olá Amílcar
ResponderEliminarEm primeiro seja bem vindo a este meu espaço, que tem sido fundamentalmente luso-brasileiro, mas que fica muito enriquecido com a participação de outros elementos do mundo lusófono.
Por acaso, até concordo consigo. Se fosse meu leitor assíduo, sabia que eu não tenho o hábito de branquear a nossa história (dou como exemplo o meu post "Massacres em África"). Mas também acho que crescemos todos e hoje todos os países do mundo lusófono beneficiam se se entenderem sem complexos. Todos temos a aprender uns com os outros e podemos tirar benefícios desta interacção. Não somos ilhas, que vivem melhor sozinhas.
No caso da Cidade Velha de Santiago, creio que mencionei no meu artigo que se iniciou como entreposto de escravos, como tantas outras. Era outra época e outra mentalidade. Hoje, como povos irmãos que somos, quer queiramos quer não, penso que devemos alcançar alguma maturidade e olhar para os vestígios do passado como marcas de uma memória colectiva, a preservar, com as quais podemos aprender. Não mudamos o passado porque o ignoramos. Só se o conhecermos bem, podemos evitar cair nos mesmos erros.
Concorda comigo?
Volte sempre, é muito bem vindo.