domingo, 1 de novembro de 2009

Brinquedos e brincadeiras

(Este texto insere-se na Blogagem Colectiva de Novembro do "Vou de Colectivo!")


Quando me lembro da minha infância, automaticamente vêm-me à memória os momentos de brincadeira. E eram muitos! Eu vivi até aos dez anos numa casa antiga, com um quintalzinho nas traseiras que, por sua vez, dava para um quintal muito maior, com galinhas e árvores de fruto. Quando os donos se mudaram e o quintal ficou ao abandono, a minha aventura predilecta era saltar o pequeno muro e explorar aquele mundo, que parecia só meu! Já não havia galinhas, mas havia muitos gatos e um ou outro cão rafeiro que por lá aparecia. Também havia figueiras, a que eu trepava para comer os figos.
Quando eu era pequena, a vida na cidade não era tão complicada e insegura como hoje, e eu brincava muito fora de portas. Eram tardes inteiras a jogar à macaca, ou a saltar ao elástico! Os pais não precisavam de pôr os miúdos no ginásio, nós fazíamos muito exercício por nossa própria iniciativa.
Também passava muito tempo a ler, os livros sempre foram um componente importante da minha vida.
Mas o meu brinquedo favorito era um bebé-chorão (lembram-se deles? antepassados dos Nenucos, com as carinhas rechonchudas e os corpos de pano?), para quem eu preparava fatinhos e papinhas, com a ajuda da minha mãe e das minhas tias-avós. Só gostava daquele boneco, que andava sempre comigo. Os outros bonecos que eu tinha, só serviam para pôr em filas no corredor, enquanto eu fingia que lhes dava aulas. A vocação de professora já vinha de longe!

Para os mais novos, ou aqueles que já não se lembram bem, vou dar uma ajuda e relembrar as regras do Jogo da Macaca. É muito simples, e continua a ser excelente para jogar na rua, no parque ou na praia.






Tira-se à sorte quem vai começar. Cada jogador, então, lança uma pedrinha, chamada patela, inicialmente na casa número 1, devendo acertar dentro dos limites. Em seguida salta, com um pé só nas casas isoladas e com os dois nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.
Chegado ao céu, pisa com os dois pés e retorna pulando da mesma forma até às casas 2-3, de onde o jogador terá que apanhar a pedrinha do chão, sem perder o equilíbrio, e pular de volta ao ponto de partida. Não cometendo erros, joga a pedrinha para a casa 2 e assim sucessivamente, repetindo todo o processo.
Se perder o equilíbrio, e tocar com a mão no chão ou se pisar fora dos limites das casas, o jogador passa a vez ao próximo, recomeçando a jogar na sua vez, no ponto em que errou.
Ganha o jogo quem primeiro alcançar o céu.





22 comentários:

  1. Sempre é muito bom te ler.Essa brincadeira é bem legal e sempre fez partecda minha infância.beijos,tudo de bom,chica

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  2. Olá Teresa

    Muito legal sua postagem, uma infância assim vivida numa casa com quintal, realmente tem um gosto especial.
    Também brinquei muito deste jogo que você explicou, mas aqui no Brasil chamamos ele de "Amarelinha"

    Parabéns

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  3. Oi Teresa,
    Temos algo em comum... Uma infância bem vivida num quintal cheio de árvores e animais...
    Beijos e, também, estou fazendo parte desse Coletivo,
    Ana Lúcia.

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  4. Teresa,
    Ao ler o seu post, me puz a imaginar o que seria "jogar a macaca"! Rsrsrsrs
    Então me deparei com o desenho: Uma amarelinha! Aqui no Brasil se chama assim!
    Eu tb moro numa casa antiga, herança de bisavós...
    Sabe? Eu tb pulei mtos elásticos que eu prendia nas pernas das cadeiras, qdo não havia amigos para ajudar...
    Tb estou participando!
    Blog Minhas Memórias!

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  5. Oi,Teresa
    Os brinquedos da infancia são sempre doces recordações.Não ficou nenhuma boneca a relembrar, devo ter tido, mas nao me lembro, mas esse joguinho , aqui chamamos de amarelinha, riscavámos com giz no pátio da escola e era muito gostoso! morava numa casa com um quintal com árvores frutiferas e um rio a correr no fundo, era só farra naquele quin tal.Saudades!
    Ainda nao pensei como participar do coletivo desse mes, acho que nao vou embarcar nessa, rsrs minha infancia foi um tanto melancolica pela ausensia de mãe e nao lembro muito de brinquedos.
    Gostei muito do seu bebe chorao, explica pra mim o que é "fatinhos".
    abraços

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  6. Oi, Teresa, minha infância em Nova Iguaçu-Rio de Janeiro, foi semelhante a sua. Um quintal, um terreno baldio, e muitas brincadeiras e estrepolias. Parabens pela postagem.
    Franz

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  7. Deixa-me rir, Teresa!!!
    Pareces eu!!!

    Risos...

    Eu não vivi numa casa com quintal, mas sempre em apartamentos. No entanto, noutros tempos, podiamos brincar na rua sem receios.Lembro-me que jogava muito à macaca, ao elástico, às escondidas... faziamos ginástica, camabalhotas, o pino, rodas... sei lá. Nessa altura eu parecia de elástico. Magrinha, com muita energia.
    Adorava recolher-me no meu quarto (uma necessidade desde sempre) para ler, fantasiar...às vezes também escrevia num caderninho. Nunca tive um diário porque a minha mãe adorava cuscar... eheheheh.... Também eu adorava bonecas e curiosamente, adorava ensiná-las! Colocava-as na minha secretária, e dava-lha aulas. Faziam testes, levavam classificação. Está-nos no sangue esta vocação. Uma pena que hoje esteja tudo diferente, não é?

    Agora respondendo ao teu comentário... não consigo afastar-me da escrita. Ela mora em mim... quase me sufoca se eu a impeço de saír...
    Obrigada pelo teu carinho e pelo teu incentivo.
    Gosto muito de ti!

    Beijinhos

    Fanny

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  8. Caras amigas Chica, Adriana, Mylla, Lis
    Com que então a nossa macaca chama-se aí amarelinha? As coisas que nós aprendemos!
    Obrigada pelos comentários.
    Bjs

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  9. Ana Lúcia, Franz
    Uma infância com um quintal por perto é sempre outra coisa,um espaço para viver aventuras extraordinárias!
    Obrigada pelos vossos comentários.
    Bjs

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  10. Querida Lis
    Fatinhos: peças de vestuário pequeninas, já expliquei no seu blogue. Prometo tirar uma fotografia ao meu bebé chorão, que ainda deve estar em casa da minha mãe, só para lhe mostrar!
    Beijinho.

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  11. Querida Fanny
    Deixaste-me com uma lagriminha ao canto do olho!
    Bjs

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  12. Ola!

    Estou também participando da coletiva dos brinquedos.
    Passe lá e confira.
    http://sandrarandrade7.blogspot.com/

    Vamos de coletivo, para ser ,ais rápidos.
    Com carinho
    Sandra

    Nossos brinquedos de infância foram muitos legal, para nossa época.
    Cada um de nós tra as lembranças de outora.
    Com muito carinho...

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  13. Gostoso seu texto e nos traz muitas lembranças de outros tempos, que eram de outro jeito e nós que eramos um pouco diferentes, porém em comum temos a lembrança de como foi bom. Brincar é bom demais.
    beijos

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  14. lindo!! amei seu post nesta bc.
    tbm participo...

    bjocas

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  15. Como é gostoso ler um texto no português de Portugal. Também fiquei curiosa sobre o jogo da macaca... Aqui no sul do Brasil chamamos de sapata... Mas não me perguntem o porquê! No final das contas, a diversão é a mesma!
    Um abraço!

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  16. Sandra, Angela, Compondo o Olhar
    Obrigada pela visita e pelos comentários. Já visitei os vossos blogues e deixei umas palavrinhas.
    Bjs

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  17. Olá Carla
    Sempre a aprendermos, não é? Jogo da macaca, sapata, amarelinha... Tantos nomes diferentes, a mesma diversão!
    Bjs

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  18. Olá,
    deixo-lhe esse carinho,como comentário ao post da blogagem vou de coletivo.
    Onde mora o sonho?
    Há uma festa no ar?
    Confetes
    Enfeitiçam
    O coração
    De quem se prende
    Nos versos escritos
    Da poesia...
    ... De uma brincadeira infantil
    desculpe pelo atraso,lindo post
    Boas energias
    Mari

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  19. A blogagagem coletiva nos fazonhecer um pouco da hist´ria de cada um dos participantes.

    Como podemos perceber na maioria das postagens resta o saudosismo dos participantes,

    Bj

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  20. Olá Mari
    Obrigada pelos versos e pelas energias positivas.
    Bjs

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  21. J. Araújo
    O objectivo da blogagem é mesmo a partilha e o saudosismo... bem, vem com a idade, se calhar!
    Obrigada pela visita e abraço.

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  22. Maravilhoso! Eu também tive a Clara, a minha bebé-chorona predilecta. E joguei muito à macaca. Obrigada por esta viagem. Até breve!

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