quinta-feira, 20 de junho de 2013

O que pensamos vs. o que dizemos!

Por muito que nos consideremos honestos, francos, sinceros, há sempre ocasiões em que aquilo que dizemos não reflete aquilo que estamos a pensar no momento.
Geralmente, nem é por maldade, antes pelo contrário, pode ser por comiseração, piedade, enfado... Imaginemos aquela situação confrangedora em que uma amiga nos diz, com ar triste: "Estou um pote! Engordei imenso este inverno!" Qualquer pessoa tende a consolá-la, com um "Não, que ideia! Ganhaste uns quilinhos, nada que uns dias de dieta não curem!" Isto apesar de acharmos que não deve ter, lá em casa, um bikini que lhe sirva! Também pode acontecer que vamos com a mesma amiga às compras e, depois de a vermos a provar quarenta e sete pares de calças, já damos por nós a afirmar com o nosso ar mais convicto, embora sem sinceridade nenhuma: "Leva essas, ficam-te lindamente!"
Há também aquelas pessoas que não suportam não saber seja o que for. Se alguém fala de um filme de Tarantino, ou do prémio atribuído a Mia Couto, balbuciam qualquer coisa genérica mas que pareça inteligente, enquanto pensam: "Não faço ideia do que estás a falar, mas estou a parecer que sim!" Claro que há uns mais difíceis. Se alguém falar de Aronofsky a uma destas pessoas, desencadeia um aceno de cabeça misterioso e sabedor, que esconde um "Mas quem será este gajo?" É que, com um nome destes, tanto pode ser um realizador de cinema como um romancista russo do século XIX ou a última contratação do Vitória de Guimarães!
Evidentemente que os mais perigosos são aqueles que dizem, não o que pensam, mas sim aquilo que sabem que nós queremos ouvir. São manipuladores e atrativos. Tendemos a identificá-los com os predadores sexuais que, a coberto de falsos perfis, utilizam a internet para pescar vítimas indefesas. Mas existem em muitas outras atividades, como a política. E nós vamos atrás das palavras atraentes, esquecendo que, por vezes, os que as usam não são sinceros nem querem realmente o nosso bem!...
Rir ainda é o melhor remédio. Por isso, este video é imperdível. Luis Filipe Borges mostra-nos em que pensa um par, no seu primeiro encontro, enquanto prossegue uma conversa aparentemente banal. A ver, com sinceridade!

18 comentários:

  1. Será por isso que vai tanta gente a Fátima?! :-))

    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Para ouvirmos o que queremos ouvir? Pois, se calhar!...
      Bjs

      Eliminar
  2. :)))
    A mãe de uns amigos meus esteve a trabalhar numa Boutique (anos setenta) e contava que quando uma cliente experimentava roupa que lhe ficava mesmo mal ela ficava aflita porque não conseguia dizer que lhe ficava bem mas como não queria perder dinheiro "descobriu" uma frase que dava resultado e se a cliente perguntasse "o que acha? Fica-me bem?" ela respondia "é muito moderno....tenho vendido imenso...." :))) e muitas vezes resultava!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. São as chamadas "mentirinhas piedosas"...

      Eliminar
  3. Aquela parte da Índia também eu conheço.
    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já enfiaste essa peta a alguém? :)

      Eliminar
    2. Verdade! Referia-me ao Martin Moniz...
      :)

      Eliminar
    3. Ah ok! O Martim Moniz vale por uma viagem à volta do mundo! :)

      Eliminar
  4. E há aqueles que quando se fala de um livro dizem de imediato "vou ler", se falamos de um filme "Vou ver", se falamos de uma terra diferente, "vou visitar", enfim, seguem sempre os nossos conselhos e não fazem rigorosamente nada. Chamo a isto "falar por falar" e vê-se muito aqui na blogosfera.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. João, falar por falar vê-se muito por todo o lado!...

      Eliminar
  5. Já me fartei de rir com o vídeo! :)))

    Ia perguntar quem era esse tal Aronovsky, mas uma breve pesquisa no Google já me respondeu.

    Não me aconteceu muitas vezes dizer essas mentirinhas "piedosas", mas lembro-me de uma vez uma amiga ter feito um corte de cabelo que lhe ficava particularmente mal. Via-a e fiquei calada, até que chegou a filha dela e disse qualquer coisa como "Ó mãe, estás horrorosa!". Ela ficou com um ar tão desconsolado, que acabei a pôr água na fervura e acrescentei qualquer coisa como "Que exagero, não está assim tão mal!" Mas para que se saiba, nunca vou às compras com amigas: não tenho pachorra para experimentar 3 pares de calças, muito menos para aquelas que experimentam os tais 47. Assim, continuamos amigas como sempre... :)

    Beijocas!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É uma boa maneira de resolver os problemas! Porque é muitas pessoas acham que todas as mulheres adoram passar tempos infinitos nas compras e nos centros comerciais?
      Bjs

      Eliminar
  6. Um diálogo muito impressivo, que me fez bem à saúde, porque me fartei de rir!
    A propósito, qual a sua opinião sobre aqueles sete minutos de ontem à noite?
    Refiro-me ao Lisboa, em Si, obviamente.:-)))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Carlos, sinceramente,esperava muito mais! O vento também não ajudava, realmente, mas não se ouviu grande coisa, pelo menos no Terreiro do Paço. Pareceu-me uma boa ideia, um conceito original,mas precisa de ser mais trabalhado, não acha? Talvez mais amplificação dos sons... O que ouvi melhor foram os solos do carro de bombeiros! :)

      Eliminar
  7. Adorei este post. O que eu me ri com o video... :)

    ResponderEliminar
  8. Vengo del blog de aminhatravessadoferreira de Henrique Antunes Ferreira y me ha encantado tu Rincón; por lo cual, si no te importa, me hago seguidor de tan Mágico Espacio que es el Tuyo.
    Abraços.

    ResponderEliminar