terça-feira, 4 de junho de 2013

O que fazer com os últimos dias?


O que fazer quando nos confrontamos com o diagnóstico de uma doença fatal, que só nos dá mais algum tempo de vida? É uma pergunta terrível, à qual não sei responder. Provavelmente, a reação depende da nossa força interior, mas também do apoio que temos, da família, dos amigos, de uma religião que nos ofereça um caminho. Mas também é verdade que esse caminho é sempre solitário e necessariamente doloroso.
E quando esse diagnóstico terrível nos apanha na juventude, naquela idade em que nos achamos invencíveis, temos todo o futuro para conquistar à nossa frente? Foi o que aconteceu com Zach Sobiech. Confrontado com um osteosarcoma fatal, que só lhe dava meses de vida, Zach decidiu dedicar os seus últimos tempos à música. Compôs esta canção, Clouds, que dedicou a todos os seus amigos e familiares. Achei-a tocante, com uma melodia simples mas que fica em nós, e uma letra que nos interpela. If only I had a little bit more time...
Zach Sobiech faleceu no passado dia 20 de maio. Tinha 17 anos. Fica aqui a canção que compôs, como uma homenagem a todas as crianças que sofrem e enfrentam com força e coragem os dias que lhes restam.


7 comentários:

  1. A morte de alguém é sempre triste, mas custa mais àqueles que amam a pessoa "sentenciada", quando esta ainda é tão jovem e parecia ter a vida toda pela frente...

    Gostei daquele carrinho cheio de post its! O amor é lindo! :)

    Beijocas!

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  2. Dois dos meus irmãos morreram muito jovens. Este post tocou-me muito fundo!

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  3. Pessoalmente, não é a morte o que me atemoriza: é o sofrimento!Além disso, creio na reencarnação, pelo que talvez o maior castigo seja viver e não morrer.

    Aterroriza-me ficar dependente, perder a liberdade e por isso compreendo o horror que Ramón Sampedro foi obrigado a suportar durante três décadas e não sei como é possível um seu parente ter ameaçado de que se alguém , atendendo ao pedido de Ramón, praticasse eutanásia denunciaria a pessoa à polícia!

    Claro que para uma mulher com 63 anos é muito mais fácil pensar assim do que um garoto com menos de vinte anos...

    Que esteja em paz e DEus nos proteja !

    Um bom fim de dia

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  4. Miguel Ângelo Fernandes6 de junho de 2013 às 23:02

    Curiosamente não me mete qualquer medo a morte... aliás, não sei bem o que me mete medo, vagamente o ministro das finanças e a possibilidade de perder a capacidade de me manter vivo... o que é bem diferente de morrer...
    Emociona-me, ainda assim, sentir a morte chegar para quem ainda não começou a viver... e ainda mais quem nos dá lições de vida à beira de morrer, sabendo que isso vai acontecer amanhã...
    Admiro, também comovido, quem partilha essa rara sensibilidade, mesmo (ou sobretudo) no espaço virtual, se sentir pelos seus próximos... só criaturas particularmente únicas o sabem fazer, demonstrando que a espécie humana é especial...
    Se pudesse nomeava este blog como património vivo da esperança na humanidade.

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  5. Lido muito mal com a morte, desculpe mas não consegui ver o vídeo, pois emocionei-me só a ler o seu texto.

    Beijinho

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  6. Puseste-me com a lágrima no olho, caramba!

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  7. Que anjo lindo está agora no céu. A sua estrelinha já lá está.

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