sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Joan of Arc

E para começar o fim de semana da melhor maneira, apeteceu-me ir buscar ao baú das recordações preciosas uma velha canção de Leonard Cohen, Joan of Arc. Editada em 1971, no ábum Songs of Love and Hate, é provavelmente a versão mais bela e romântica da tragédia vivida por essa heroína da França medieval. Vale a pena ouvir outra vez. 


Now the flames they followed joan of arc
As she came riding through the dark;
No moon to keep her armour bright,
No man to get her through this very smoky night.
She said, "i'm tired of the war,
I want the kind of work i had before,
A wedding dress or something white
To wear upon my swollen appetite."
Well, i'm glad to hear you talk this way,
You know i've watched you riding every day
And something in me yearns to win
Such a cold and lonesome heroine.
"and who are you?" she sternly spoke
To the one beneath the smoke.
"why, i'm fire," he replied,
"and i love your solitude, i love your pride."
"then fire, make your body cold,
I'm going to give you mine to hold,"
Saying this she climbed inside
To be his one, to be his only bride.
And deep into his fiery heart
He took the dust of joan of arc,
And high above the wedding guests
He hung the ashes of her wedding dress.
It was deep into his fiery heart
He took the dust of joan of arc,
And then she clearly understood
If he was fire, oh then she must be wood.
I saw her wince, i saw her cry,
I saw the glory in her eye.
Myself i long for love and light,
But must it come so cruel, and oh so bright?

7 comentários:

  1. Teresa,

    Uma beleza musical.Vale a pena ouvir sempre! Impressiona-me pensar no fim que esta heroína sofreu.

    Ainda conservo o 45 rotações onde está a gravação. Do outro lado é, "Diamonds in the mine".

    Para começar o "fds" é, de facto, uma boa maneira [gosto de Leonard Cohen - já lhe dediquei 2 posts].

    Agora vou sair, para ir a Campo de Ourique à procura do que resta do prédio onde faleceu Almeida Garrett.

    Obrigado pelo vídeo clip (...)

    Bom fim-de-semana!
    Bjos.
    César

    ResponderEliminar
  2. César

    Sabe que eu também tinha esse 45 rpm? Ouvi estas canções imensas vezes.

    Boa pesquisa. Depois, dê notícias dos restos do prédio :)

    Bjs

    ResponderEliminar
  3. Teresa,

    Vou, então, despejar o resultado das pesquisas:

    « - Antes de mais nada, corrijo o nº da porta do prédio onde faleceu Almeida Garrett: é o nº 68.

    O senhorio é o cómico ex- Ministro da Economia - Manuel Pinho! Cómico, mas sem graça nenhuma, por não ter sequer cedido aos insistentes pedidos privados e públicos de Manuel Alegre, seu correligionário de ideais!...
    Manuel Pinho não os tem, dada a vocação nata para ser um ZERO, e especialista em palhaçadas e outras faltas de correcção cívica.

    O prédio renascido é uma abencerragem arquitectónica no Bairro. Dois prédios mais acima, construíram outro mamarracho, moderno, sem respeito pela traça da rua e do bairro!

    Este último, aproveitou a onda do soma e segue do exemplo precedente!

    Ninguém daquela rua, com quem falei, gosta dos prédios, nem da tristeza que apagou o nome do Poeta, nem do senhorio!

    Fiz a investigação, e acrescento:
    - da placa alusiva ao falecimento de Garrett, nickles! Nada existe na parede, a referir seja o que for!... era o mínimo!!!

    A única placa que o prédio mostra, diz assim:

    «INSTALAÇÕES PROTEGIDAS - PROSEGUR»!

    No lado oposto da rua, é proibido parar para dar acesso à garagem do prédio.
    PORREIRO, PÁ!»
    ............................................

    Teresa,

    Desculpe esta linguagem, mas foi o texto que utilizei no Face em resposta ao JOE que conhecia o prédio, nasceu e foi educado naquele Bairro e, prácticamente na mesma rua, pelo que deixou no ar a pergunta quanto ao destino da placa evocativa.

    Que giro, ter tido também um disco igual. A voz dele é ainda boa mas, naquele tempo, tinha a juventude na garganta! O diabo da idade não perdoa! Ainda bem que nunca fui cantor (...) isto é: fui 3ª voz no Orfeão do Liceu Pedro Nunes! Mas nunca gravei nada; fui sempre muito simples!... cof. cof. cof.

    Olhe: já esperava ver o que vi, mas fiquei triste!
    De passagem - é muito perto - voltei a passar pela Casa Fernando Pessoa e lá vi novidades: as paredes exteriores estão repletas de frases de Pessoa, em caligrafia e às cores! Está bem!... porém, não gosto muito do folclore que a Casa exibe!...

    Penso que Pessoa também não gostaria de ver aquela pimbalhada toda.

    Gostei deste bocadinho e desculpe alguma confusão que esta "tartine" aqui deixou.

    Boa continuação e, inté!

    Bjs
    César

    Nota: Hoje, pus um poema do Almada, que é para ver se o pessoal desperta no meio daquelas entrelinhas....

    ResponderEliminar
  4. Jorge
    Ainda bem que deu para recordar :)

    Bjs

    ResponderEliminar
  5. César

    De facto, a idade não perdoa. Leonard Cohen é hoje mais um intérprete do que um cantor. Eu felizmente não canto, para não assustar ninguém!

    Essa zona de Campo de Ourique é interessante para um passeio.Vou aproveitar a sugestão. Há tempos que não passo pela Casa Fernando Pessoa, ainda não vi os graffitis coloridos!

    Bjs

    ResponderEliminar
  6. Nesta bela balada, embora antiga, já Cohen é mais um intérprete do que um cantor.
    Mas aquela voz é inimitável...

    ResponderEliminar