Só espero que os judeus façam uma parede igual a esta e com a mesma frase em Jerusalém, depois de apresentarem desculpas aos palestinianos pela maneira vergonhosa como os estão tratando há décadas.
Esta parede fica no Largo de São Domingos, onde os judeus sofreram a sua primeira grande chacina em Portugal, há quinhentos anos atrás. Assim é a História!
Eu sei que sou distraída, mas admito que só este ano me comecei a interrogar sobre a quantidade de sapos que se encontram à entrada dos mais variados estabelecimentos comerciais, desde pastelarias a supermercados, passando por lojas de moda. Já alguém reparou nisto? São sapos grandes ou pequenos, realistas ou caricaturados, de loiça, de papel, de metal, a variedade é tão grande como a imaginação humana. Confesso que de início só me interroguei sobre o bom gosto (ou a falta dele!) que presidia a certas escolhas decorativas. Mas achei que, para ser uma solução decorativa, se repetia vezes demais! Também podia ser uma mensagem relacionada com a crise, do estilo: “Agora vamos ter de engolir uns sapos!” Podia ter a ver com príncipes encantados, beijos e casamentos felizes para sempre!... Bem, acabei por perguntar a amigos e, afinal, a resposta era simples: era para afastar os ciganos! Uma simples pesquisa na internet permitiu-me perceber que os ciganos associam os sapos ao mal, ao infor...
Geralmente, não falo aqui da minha vida profissional, mas hoje apetece-me abrir uma excepção. Reflectindo, o que fiz do meu dia? Dei algumas aulas. Tive reuniões. O usual. Durante as aulas, trabalhei com alunos do 8.º ano. A matéria: a Revolução Francesa. Alguns miúdos estavam mais interessados, outros menos, como de costume. Mas, entre mapas e documentos da época, entre cronologias e sopas de letras, lá fomos avançando. No fim da aula, Robespierre ou Napoleão tinham deixado de ser nomes vazios de sentido. Pelo meio, ainda nos rimos todos do meu aluno que descobriu, muito excitado, que o mapa tinha um erro: "Stôra! Escreveram mal Rússia, escreveram com um P!" Afinal, só tinha descoberto a Prússia! Os miúdos empolgaram-se com a tomada da Bastilha e impressionaram-se com o rei na guilhotina, enquanto discutiam relações entre causas e consequências. No final da aula, tinham compreendido um pouco melhor o que é uma Constituição, uma República, um sufrágio. A História é assim. Tra...
Dizia Mário de Andrade: Quando temos uma bacia cheia de cerejas, comemos com displicência. Quando já temos poucas cerejas, até lhes roemos o caroço. Tenho dado comigo a pensar nesta frase e em como a bacia de cerejas se assemelha à nossa vida. Quando somos jovens, sentimos que temos toda a vida pela frente. Fazemos experiências e vivemos o dia-a-dia com displicência, temos a sensação de que podemos tudo e temos tempo para tudo. Se não for naquele momento, será noutro. Se daquela maneira não resultar, experimentamos outra. Depois, os anos passam. Começamos a perceber que já temos menos cerejas na bacia do que aquelas que já comemos. E passamos a apreciá-las melhor. Cada pormenor, cada sensação, cada dentada na cereja é importante. Sinto isto mesmo em relação à vida. Cada pequena coisa é valiosa. Uma palavra carinhosa, um gesto. Um chá com uma amiga, uma gargalhada, uma confidência. Um pôr-do-sol, um raio que espreita inesperadamente pelo meio de uma nuvem. A primeira ...
Essa de dormir com a cabeça ao Sol...
ResponderEliminarUm beijo, TERESA.
Tenho pena que o indivíduo de óculos esteja a fixar a camera...
ResponderEliminarJoão, na verdade até tive medo que ele se zangasse com a fotografia... mas não se passou nada...
EliminarBeijinho.
Só espero que os judeus façam uma parede igual a esta e com a mesma frase em Jerusalém, depois de apresentarem desculpas aos palestinianos pela maneira vergonhosa como os estão tratando há décadas.
ResponderEliminarNem que seja daqui a quinhentos anos!!
Bons sonhos.
Mas tolerância não é o mesmo que aceitar todas as injustiças e preconceitos da vida, não é verdade? ;)
ResponderEliminarBeijinho, Teresa!
Um post tão curtinho, de tão poucas palavras, mas que diz tanto e que fica a pairar na cabeça muito tempo... Na minha, pelo menos, ficou...
ResponderEliminarOntem, uma grande parte do país, Lisboa incluída, mostrou que há coisas que não se toleram...
ResponderEliminarTambém já vi este mural...
ResponderEliminarE há coisas que não podemos tolerar, de facto!
Abraço
Esta parede fica no Largo de São Domingos, onde os judeus sofreram a sua primeira grande chacina em Portugal, há quinhentos anos atrás. Assim é a História!
ResponderEliminarIntolerável... assim como os muros que são referenciados aqui ( e outros que persistem igualmente).
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