segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Viver sem primeira-dama

Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República

Parece inevitável: ganhe quem ganhar nas próximas eleições presidenciais, não teremos em Belém uma primeira-dama. Considerando os principais candidatos, é esse o cenário. Marcelo Rebelo de Sousa é divorciado e vive com uma senhora que não tem a mínima intenção de deixar a sua profissão para o acompanhar. O mesmo se passa com Sampaio da Nóvoa, embora casado. Maria de Belém é casada, mas quanto muito o marido poderá representar o papel de primeiro-cavalheiro, ou outro título assim. E eu acho isso bastante refrescante.
Vamos lá pôr as ideias no lugar. Numa monarquia, toda a família real tem um papel a representar. Um papel institucional e simbólico. Mas nós vivemos numa república e parece lógico que a eleição para um cargo não abranja a família toda. As funções do Presidente da República são desempenhadas por ele próprio, vamos deixar de as enfeitar com o simbolismo monárquico. 
Já agora, vamos também relembrar que, numa república, todos os cargos são temporários. E se todos temos direito a uma pensão de reforma, melhor ou pior, já me parece mais duvidoso que o cargo de presidente da república dê direito a privilégios para o resto da vida. Carro e motorista. Secretária e segurança. Espaços especialmente concebidos para trabalho e utilização, para o resto da vida. Privilégios vitalícios são o contrário do espírito republicano. Era bom que os que tanto o apregoam, fossem também os primeiros a adotar-lhe a essência.

2 comentários:

  1. Muito bem, Teresa !
    Já agora, podia abordar certas fundações !
    Quanto irá conceder em breve o Ministro da Cultura a uma certa fundação ?

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  2. Concordo contigo em toda a linha. Para monarquia já têm uma pensão principesca... :)

    Quem não vai gostar muito são as revistas cor-de-rosa, que têm menos personagens para cuscar!

    Beijocas

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