sábado, 26 de dezembro de 2015

As greves natalícias

Quando se aproxima o Natal, tão regular como o trenó do Pai Natal, chega uma greve natalícia. Às vezes, é a recolha do lixo. Outras vezes, são os transportes urbanos ou a CP. A verdade é que há sempre um sindicato qualquer que acha uma boa ideia marcar uma greve para este período do ano, de especial sensibilidade, em que as famílias se tentam reunir e conviver.
Neste Natal, para não variar, foi a CP. Independentemente das razões que lhe assistem (e que já ninguém discute nem recorda, tantas já foram as greves!), o sindicato respetivo marcou uma greve para o próprio dia de Natal. Parece-me até acintoso... São as pessoas com menos possibilidades económicas que se deslocam de comboio, nestas alturas; os que mais podem, utilizam o automóvel. Como é possível que sindicatos ligados a partidos de esquerda demonstrem tamanha insensibilidade social? 
As televisões passaram em rodapé que o sindicato anunciou uma adesão de 20% à paralização (o que nos leva a poder garantir que foi bastante menos...). Parece-me um bom sinal. Já ninguém tem paciência para estas greves, nem os próprios ferroviários...


3 comentários:

  1. Bem analisado, Teresa.
    Normalmente, são marcadas pela CGTP...

    E mais não digo...

    Um beijo.

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  2. Há tantas outras formas mais inteligentes de protestar ou reivindicar e a escolha,parece-me de fato bem acintosa e provocativa. O objetivo, também confunde _'aparecer' na mídia, de preferência. Se dependesse de mim, ignorava total. rs
    Um grande abraço Teresa_ e um Natal que ainda está no ar lhe seja feliz .
    Um Novo Ano muito bom ,pra ti.

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    1. Olá Lis
      Há uma agenda política por trás destas greves, como de muitas outras coisas... Suponho que no Brasil é igual.
      Um Novo Ano muito bom para ti, com muita paz e saúde.
      Beijinhos

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