domingo, 9 de fevereiro de 2014

Chapéus de chuva

Este inverno, Lisboa ganhou um novo tipo de mobiliário urbano. Por todo o lado se veem chapéus de chuva abandonados. Partidos, virados ao contrário, meios abertos meios fechados. Brancos, pretos, amarelos, azuis, com bolas ou com riscas. De todas as cores, embora tenha começado a perceber que o bordeaux é uma cor favorita para guarda chuvas. Estes guardaram mal da chuva, ou talvez a chuva tenha sido demasiada para as suas capacidades. Por isso, jazem pelas sargetas e baldios da cidade, abandonados. Dou por mim a pensar se teriam voado das mãos dos donos, ou se teriam sido atirados pelo ar num daqueles acessos de mau humor que o efeito conjugado da chuva e do vento geralmente provocam em nós.
Seja como for, aí estão eles pelas ruas da cidade. Isolados ou em pequenos grupos, como se ainda quisessem cumprir alguma função de abrigo. E demoram tempo a ser recolhidos pelos serviços camarários. Ficam ali, encharcados e partidos, a uma qualquer esquina, a lembrar-nos que o inverno ainda está para durar...

6 comentários:

  1. E pelo tempo que aí está, muitos chapéus de chuva continuarão a "enfeitar" as ruas da cidade...

    Bom resto de domingo, rrss

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  2. Miguel Ângelo Fernandes9 de fevereiro de 2014 às 23:33

    Voltamos à conversa dos amoladores... sim, os amoladores estes aqui... os guarda-chuvas virados pelo vento e que partiam uma vareta ou outra eram reservados para o amolador na Primavera os colocar de novo a uso... hoje já não vale a pena... lá ficam abandonados à sua sorte...

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  3. Com sorte poderão virar obra de arte, como o Museu do Chiado vai ser ampliado...
    :)

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  4. Oi Teresa
    E aqui por essas bandas o cenário é parecido _ parece ter um sol para cada um e é tão forte que já vemos as sombrinhas colorindo o ambiante para aliviar e criar um pouco de sombra _ a diferença é que não há vento nem chuva e nem previsão delas!
    Triste diferença ! rs
    que venha logo sua Primavera e o meu Outono._pequena esperança de mudança de cena.,
    abraços e boa semana

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  5. É curioso, mas eu é muito raro usar chapéu de chuva. Ou espero que acabe de chover (vou tendo tempo para isso), ou dou uma corrida até ao carro...
    Só em casos muito especiais e nunca com vento forte, pois uma pessoa molha-se na mesma e fica sem o chapéu.

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