terça-feira, 7 de maio de 2013

Dos abraços


No passado fim-de-semana, tive de ir ao aeroporto buscar uma pessoa que não é da família, mas é como se fosse! No espaço das chegadas, com tempo disponível e sem nada para fazer, pude dedicar-me ao meu passatempo favorito: observar as pessoas. E dei comigo a pensar na importância dos abraços. É um bom local para refletir sobre isso, porque deve ser o local em Portugal onde se dão mais abraços por metro quadrado.
O abraço é uma invenção extraordinária da espécie humana. Através de um gesto, duas pessoas juntam-se numa só forma. Partilha-se carinho, amizade, conforto, cumplicidade. Sem palavras, dizem-se coisas muito importantes, como “Tinha saudades tuas!” ou “Estou aqui para o que tu precisares!” Ou simplesmente “Gosto de ti!”
O espaço das chegadas do aeroporto é um espaço cheio de emoções positivas. Há os burocratas que chegam e partem com a mesma cara, a pensar nos seus problemas e a falar ao telemóvel. Mas também há homens e mulheres que se reencontram. Netos que correm para os avós. Amigos que se revêem. Há sorrisos e uma ou outra lágrima furtiva. E há abraços, muitos abraços.
Devíamos dar mais abraços, faz bem à alma. Talvez devesse haver mais espaços de chegada, na nossa vida. 


15 comentários:

  1. Concordo contigo: devíamos dar mais abraços, não apenas em aeroportos, gares ou cais!

    Mas depois fico a pensar: e se nos abraçássemos em cada esquina, também não seria um tédio de abraços a mais? O ser humano tem destas coisas, é o 8 ou o 80, até acertar no 44 é um caso sério... :)

    Beijocas e... um abraço!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Alguém (não me lembro quem!) dizia que precisavamos de 4 abraços por dia para sobreviver! O resto deve ser só mimo! :)
      Um abraço grande para ti também!

      Eliminar
  2. Linda observação essa! Abraços unem corações. Acho lindo! beijos,chica

    ResponderEliminar
  3. Olá, querida Teresa
    Um post bem afetivo como aprecio...
    Bjm de paz e bem

    ResponderEliminar
  4. Também adoro a parte das chegadas do aeroporto... principalmente se for eu à espera de alguém, para lhe dar "aquele" abraço!
    É mesmo verdade o que dizes, de ser um hábito muito português, tenho um amigo francês que me disse que eramos (eu e a minha irmã) as unicas amigas que lhe davam abraços.
    Deve ser mesmo triste um lugar onde os amigos não se abraçam!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nós somos emotivos, sentimentais, às vezes pouco racionais... pronto, gosto de ser portuguesa! :)

      Eliminar
  5. Respostas
    1. Fátima, e eu gosto sempre de saber que estás aí desse lado!

      Eliminar
  6. Miguel Ângelo Fernandes8 de maio de 2013 às 00:17

    É muito mais do que isso... animalices à parte, o abraço é mesmo coisa da macacada... ou seja... acho que o abraço define tão bem os primatas como a oponibilidade do dedo polegar... e depois há a máquina de abraçar de Temple Gradin... extraordinária criatura, apesar da sua condição Asperger... um abraço Teresa.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, talvez o abraço seja mais primata do que propriamente humano. É um gesto que dá conforto. Mas... uma máquina de abraçar? Acho que nós somos as melhores máquinas de abraçar!

      Eliminar
    2. Olá minha querida Teresa!
      Tenho muito para te dizer, mas... agora fica só aquele abraço!!!
      anapinto (ainda te lembrarás...)

      Eliminar
    3. Olá Ana! Então não lembro?
      Temos de combinar um cafezinho, para pôr a conversa em dia!
      Um abraço grande...

      Eliminar
  7. É um local muito especial para mim, o das chegadas, nos aeroportos. Quer se espere por alguém, quer se esteja chegando, há sempre uma afectividde muito positiva, por um reencontro.
    Já, por oposição, odeio as partidas, pois raras vezes lá vou com uma simples função de deixar alguém, mas sim, de me ir despedir de uma pessoa de quem gosto, e isso é muito mau...

    ResponderEliminar