quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A mãe do líder

Agora que já passaram as festas e a azáfama acalmou, há finalmente tempo para ler ou reler coisas que ficaram empilhadas à espera do seu momento. Os jornais e revistas fizeram as suas revisões do ano que passou e, incontornável, realçaram a morte de Nelson Mandela.
Reli algumas coisas sobre a sua vida e a sua obra. Todos conhecemos Nelson Mandela, o seu sorriso bondoso, os seus olhos risonhos. Sabemos que passou muitos anos preso, que conseguiu ser libertado e levar o seu país a rejeitar o odioso regime do apartheid. Foi o primeiro presidente negro da África do Sul e, apesar de tudo o que passou, não alimentou atitudes de ódio ou de vingança; pelo contrário, lutou pela reconciliação nacional e pela integração. Nada disto é novo, felizmente faz parte do nosso conhecimento do que se vai passando pelo mundo.
No entanto, estamos sempre a aprender. No relato sobre a sua infância, um dos textos relatava que, embora oriundo de uma família de alguma importância no contexto tribal da África do Sul, Mandela foi o primeiro membro da sua família a ir à escola. Teria sido a sua mãe, uma das quatro esposas do seu pai, quem insistiu em que o rapazinho frequentasse a escola e foi ela mesma a levá-lo à Igreja Metodista da zona, para que ele aprendesse a ler e a escrever. 
Imaginei esta mulher, que vivia numa cabana e cozinhava numa fogueira e, no entanto, percebia o valor da instrução. Não sei se chegou a ter essa perceção mas, com o seu ato, ajudou a mudar o mundo.
Até que ponto pode ser importante a influência das mães? Mais do que o último modelo de play-station ou a camisola de marca, o melhor investimento é no crescimento dos filhos. Ajudá-los a ir sempre mais além nos estudos, mas também incentivá-los a serem sempre melhores pessoas, mais solidários e atentos aos outros. É o melhor que podemos fazer pelos nossos filhos. Quem sabe? Talvez um dia o mundo agradeça!


13 comentários:

  1. Teresa, voltaste, que bom! :D E com um excelente texto, como sempre :)

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    1. Obrigada :)
      Sabes, o tempo é pouco, as solicitações são muitas.. Mas as saudades do blogue foram mais fortes! :)

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  2. O mundo está com sabemos... demasiado relaxamento por parte "das progenitoras"?
    :)
    Bom Ano!

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    1. Oh Rui, acho que não! :)
      Mas acho que os pequenos atos podem fazer a diferença...
      Bom Ano!

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  3. Teresa, que bom poder ver que está de volta. Desejo-lhe um excelente ano e como entendo essa dificuldade em manter um blogue... Quanto ao que diz sobre as mães, isso mesmo. Abrir horizontes e potenciar valores são essenciais, há quem se demita, é verdade, este investimento exige visão, tempo e muita abnegação. Beijinhos de uma mãe

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  4. Dificil, mesmo. Tudo o resto é ocupação a tempo inteiro!
    Bom ano e beijinhos.

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  5. Miguel Ângelo Fernandes5 de janeiro de 2014 às 21:56

    Ouvi foguetes... fui ver o que era... o Regresso! Que saudades... Não vês que não vivemos sem blogue?... ou instrução. Abraço.

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  6. Teresa, também fiquei a saber que foi a sua professora quem lhe deu o nome cristão, Nelson. Mas sim, as mães deveriam ser uma influência importante, e muitas são, mesmo com Playstation pelo meio. As crianças não precisam ser privdas de nada para aprenderem os verdadeiros valores. Eu pelo menos penso assim.

    beijo :)

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    1. Helga, eu acho que as mães são sempre uma influência importante. :)
      Não sei, acho que as crianças não precisam de ser privadas de nada, mas também não acho que seja positivo habituarem-se a ter tudo. Mas, é só a minha opinião, não sou psicóloga! Que sei eu?
      Beijinho :)

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    2. Sim, terem tudo também não concordo, até porque é preciso ter-se objectivos e almejar sempre algo que não se tem. Quando disse que não precisavam de ser privadas de nada, referia-me a que é possível conjugar as duas coisas, a importância dos valores e o desfrutar de alguns bens materiais. mas tal como a Teresa, também não sou psicóloga e é apenas a opinião de uma mãe que ás vezes erra ao tentar fazer o melhor que sabe :)
      beijinho

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    3. Todas erramos, por vezes, não é? É tão difícil encontrar um ponto de equilíbrio! Mas o que é importante é irmos refletindo e fazendo o melhor que podemos!
      Beijinhos.

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  7. Olá, Teresa

    Uma forma diferente e interessante de recordar o Mandela, assinalando aqui a importância do papel das Mães. Cada uma, com a sua acção, poderá fazer a diferença.

    Bj

    Olinda

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    1. Todos fazemos sempre uma qualquer diferença, não é?
      Beijinho.

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