terça-feira, 6 de setembro de 2016

Igualdade, em pequenos lances

Arranjei um problema num ombro, complicado, doloroso. As causas são um tanto obscuras: o médico fala de situações de tensão continuada e maus posicionamentos relacionados com a atividade profissional. A consequência foi só uma: tratamentos de fisioterapia até... sabe-se lá quando!
Felizmente, a minha fisioterapeuta é muito simpática. É jovem, risonha, muito profissional. E gosta de conversar enquanto trabalha. Diz que ajuda a descontrair os pacientes... provavelmente tem razão. 
Foi assim, nessas conversas, que eu fiquei a saber que ela tem um hobby pouco vulgar: é árbitro de futebol. Não deve ser tarefa fácil, num meio em que ainda impera a testoesterona. Provavelmente, teriam de mudar o tipo de insultos que os adeptos dirigem aos árbitros. E, sinceramente, não sei se impõem mais ou menos respeito em campo.
Segundo parece, as árbitros (ou árbitras? tenho de lhe perguntar!) ainda são poucas. Arbitram principalmente jogos do Campeonato Feminino de Futebol, embora possam arbitrar também jogos masculinos. E já o vão fazendo, nos campeonatos de juvenis e juniores. E os seniores, os jogos dos grandes? Lá chegarão! 
Daqui a dez ou quinze anos, provavelmente, este meu espanto já não terá fundamento e será normal ver uma mulher nas equipas de arbitragem. Pouco  a pouco, passo a passo, qualquer mulher terá tanto direito a detestar futebol como a praticá-lo ou arbitrá-lo. E é essa igualdade de oportunidades que assim, em pequenos lances, se constrói.





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