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A mostrar mensagens com a etiqueta Coisas de mulheres

A pandemia obscura

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Temos passado os últimos dois anos distraídos com a pandemia do Covid 19. Mas, entre ansiedades e confinamentos, tem crescido outra pandemia, subterrânea, obscura: a violência sobre as mulheres. Os números são tenebrosos. Todos os anos a PSP recebe milhares de queixas por violência doméstica. Destas queixas, algumas poderão refletir comportamentos ou descontrolos pontuais. Mas muitas delas vão acabar em situações graves, ou mesmo na morte das queixosas. Sabemos que, em cada mês que passa, uma mulher morre em consequência de uma agressão em situação de intimidade, isto é, perpetrada por um familiar próximo, geralmente o companheiro ou ex-companheiro. Nos últimos dois anos, estes números aumentaram, já que houve situações em que as vítimas ficaram fechadas em casa com o seu agressor. Mas nem só da violência doméstica se alimenta esta violência contra as mulheres. Há o assédio, a manipulação psicológica, a violência pontual, porque surgiu uma oportunidade... É assim que acontecem alguns c...

Igualdade, em pequenos lances

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Arranjei um problema num ombro, complicado, doloroso. As causas são um tanto obscuras: o médico fala de situações de tensão continuada e maus posicionamentos relacionados com a atividade profissional. A consequência foi só uma: tratamentos de fisioterapia até... sabe-se lá quando! Felizmente, a minha fisioterapeuta é muito simpática. É jovem, risonha, muito profissional. E gosta de conversar enquanto trabalha. Diz que ajuda a descontrair os pacientes... provavelmente tem razão.  Foi assim, nessas conversas, que eu fiquei a saber que ela tem um hobby pouco vulgar: é árbitro de futebol. Não deve ser tarefa fácil, num meio em que ainda impera a testoesterona. Provavelmente, teriam de mudar o tipo de insultos que os adeptos dirigem aos árbitros. E, sinceramente, não sei se impõem mais ou menos respeito em campo. Segundo parece, as árbitros (ou árbitras? tenho de lhe perguntar!) ainda são poucas. Arbitram principalmente jogos do Campeonato Feminino de Futebol, embora possam arbit...

Burkini ou não, eis a questão

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Mulher muçulmana, usando um burkini, faz surf numa praia da Califórnia Durante as férias que agora vão terminando, um dos países por onde passei foi a França. Como, mesmo em viagem, mantenho o hábito de ir ouvindo as notícias logo de manhã, apercebi-me que havia dois assuntos que dominavam os noticiários franceses: um deles era a polémica do burkini. Ao outro assunto voltarei, aqui, noutra oportunidade. Para quem anda mais distraído, o burkini é uma espécie de pijama de mangas e calças compridas, que inclui um toucado ou lenço para a cabeça e destina-se às mulheres muçulmanas que querem ir a banhos. Vou ser muito sincera: não tenho qualquer espécie de simpatia por um regime político ou uma religião que subalternize a mulher. Essa subalternização pode ser feita de muitas maneiras, desde impedindo-as de ir à escola até à obrigação de se esconderem atrás de uma fatiota disforme e uniforme, que as despersonaliza e retira da visibilidade social. Recordo-me de ter visto algumas dess...

Corpo das mulheres, campo de batalha

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Andamos por vezes tão distraídos com as nossas guerrinhas intestinas, ou com as que nos batem à porta, que nos esquecemos de olhar para o lado. Aqui perto, no Sudão do Sul, a guerra mais bárbara dilacera um país que nasceu apenas em 2011. A ONU relata massacres, destruição e violações em massa. A Unicef regista milhares de crianças utilizadas como soldados. Contam-se mais de dois milhões de refugiados, fugidos para regiões vizinhas em condições precárias, como são sempre as condições de quem foge da sua casa, sem mais nada do que tem no corpo. Razões? Já ninguém as discute, entre acusações de tentativa de golpe de estado e confrontos entre etnias rivais. O costume, as razões tristemente habituais... Mulheres no Sudão do Sul Na última semana, atingiu-se o auge do absurdo: o governo terá autorizado as violações das mulheres nas zonas de guerra como forma de pagamento dos soldados, como parte do salário. Infelizmente, estamos todos habituados a ouvir notícias de violações em si...

Ovinhos pr'ás meninas e pr'ós meninos

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Tenho dois filhos naquela faixa etária que é geralmente chamada dos jovens adultos. Sendo assim, tenho cerca de vinte anos de contacto estreito com os ovinhos de chocolate da Kinder, os Kindersurpresa. Os meus filhos adoravam-nos, tal como os amiguinhos deles. E nem sei se gostavam mais do chocolate de leite do exterior, se dos bonecos que vinham no interior. Eram sempre brinquedos engraçados e estimulantes. Bonecos e objetos para montar, com várias peças, que os deixavam por ali distraídos durante um bom bocado de tempo. Pequenos puzzles, que os faziam pensar. Ou outras coisas, divertidas e, a seu modo, formativas. Com o tempo, os brinquedos foram-se simplificando. Peças maiores, em menor número. Percebi a intenção: peças pequeninas poderiam ser ingeridas inadvertidamente pelas crianças. Os ovinhos tornaram-se menos interessantes, mas foi por uma boa causa. Há pouco tempo, no entanto, houve outra alteração mais espantosa. Os ovinhos de chocolate deixaram de ser unissexo. Passou a...

China - o efeito bebé...

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Cartaz apelando ao cumprimento da planificação familiar imposta pelo Estado Soubemos nesta semana que, finalmente, a China decidiu pôr fim à sua política de filho único. O Comité Central do Partido Comunista Chinês emitiu um comunicado permitindo que as famílias tenham dois filhos. Apesar de ser uma decisão que devia ser do foro íntimo e familiar, e não depender de uma decisão política, fico feliz com essa pequena vitória. Todos os que se interessam um pouco por aquilo que vai acontecendo pelo mundo sabiam que esta proibição do Partido Comunista Chinês, fosse qual fosse a sua causa, teve como grande consequência o desequilíbrio demográfico, com a valorização dos filhos, dos rapazes, do filho varão. Coitados dos filhos varões, que hoje não encontram noivas numa China com muitos milhões a mais de habitantes do sexo masculino! Mas o mais confrangedor eram os números. Os números, secos mas gritantes, dos infanticídeos de meninas, das filhas que eram rejeitadas à espera do filho va...

A loira burra

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Mudou o seu nome para Blondie e encontrei-a nas páginas de uma revista. Melhor dizendo, tropecei nela! Tropeçar tem uma conotação diferente, não é um encontro, com o seu encanto inesperado, remete-nos antes para alguma coisa desagradável que nos atrapalha a caminhada... Pois então, tropecei nesta Blondie!  Trata-se de uma jovem que tem como objetivo máximo na vida assemelhar-se à boneca Barbie. Já fez tudo para alterar a sua imagem: inúmeras operações plásticas, para aumentar o peito, moldar o busto, tornear a anca... Já copiou a cor do cabelo, o penteado, o desenho das sobrancelhas... Faltava-lhe imitar a boneca Barbie na cabecinha... Como pensará a Barbie? Esta difícil questão deverá ter ocupado muitas horas de pensamento da pobre Blondie! As prateleiras das lojas e supermercados apresentam-nos Barbies multifacetadas, elas são médicas e professoras, exploradoras e desportistas. Ah! Mas a Blondie não se deixou enganar! A Barbie verdadeira era aquela boneca que só se pre...

Das baratas

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Há qualquer antagonismo entre as mulheres e esses insetos que dão pelo nome genérico de baratas. É uma aversão atávica, ancestral, uterina... Não sei qual é o seu fundamento científico, mas não há dúvida de que é facilmente comprovável! Aqui há dias, fui a um supermercado no interior de um centro comercial da capital. É um pequeno supermercado, dentro de um centro comercial insuspeito, e eu entrei apenas para comprar uma alface e mais alguns produtos de mercearia. Quando me dirigi à caixa e pus os produtos no tapete rolante, vi que saía do saco de plástico da alface um bicho com a aparência de uma barata. Se não era uma barata, era um membro da família que, como todos sabem, é muito vasta. A barata parou na borda do saco e ali ficou, com ar provocador. Eu sei que isso não tem problema nenhum, e que no campo há bichos, e que um bicho se pode meter num saco, e por aí fora... Mas entre a compreensão e a reação, há uma distância infinita de incapacidades! Fiquei paralisada, a olhar para...

A carreira de mãe

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Ser mãe é uma carreira. Longa e exigente. Uma daquelas funções com isenção de horário, que exige dedicação total, mesmo que a remuneração não seja grande. Não é uniforme, tem escalões, e nós lá vamos subindo na carreira conforme podemos. No início, quando entramos em funções, somos como um trabalhador inexperiente, inseguro. Temos medo de fazer alguma coisa mal, lemos tudo sobre o nosso trabalho, nem dormimos com medo que alguma coisa dê para o torto! Depois, vamos adquirindo prática e tudo se torna mais fácil. Definem-se procedimentos. Estabelecem-se rotinas. A pouco e pouco, começamos a delegar tarefas, e descobrimos que, de simples trabalhadoras indiferenciadas, passámos a chefes de divisão. Damos orientações, mantemos o rumo. Quando é necessário, fazemos uma admoestação. Sempre que podemos, distribuimos elogios. Quando damos por nós, somos uma espécie de CEO da empresa. Já tudo funciona independentemente de nós. A empresa cresceu, os funcionários seguiram o seu caminho, e tr...

Uma questão de imagem

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Aqui há dias, conversava com uma amiga acerca de uma nossa conhecida, "rapariga" do nosso tempo, que viu o marido sair de casa, trocando-a por outra com metade da idade, de formas mais firmes e generosas.  Palavra puxa palavra, lembrámo-nos de uma colega da Faculdade. Namorava com um rapaz que sofreu um desastre de automóvel, ficando com uma perna esmagada e uma prótese para o resto da vida. A nossa colega aguentou o choque, os anos de fisioterapia, e ainda os comentários malévolos de muitas colegas, que se referiam depreciativamente ao facto de ela namorar com um deficiente. Hoje, ela tem um casamento feliz, já com muitos anos de vida. E as outras colegas, que valorizavam a imagem em detrimento do ser e dos sentimentos? Não sei, talvez tenham casado com rapazes iguais a elas. Chegadas aos cinquenta, quando as rugas e as gordurinhas teimam em se instalar, talvez tenham sido trocadas por outras mais jovens, de imagem mais atraente. E depois queixam-se!

As mulheres no cinema

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Entra o mês de Fevereiro e começamos a falar ainda mais de cinema. Os Óscares estão aí à porta e ouvem-se apostas e defesas ou ataques a este ou àquele filme, a esta interpretação ou àquela banda sonora. Gosto muito de cinema, mas não me vou meter em dissertações destas. O que eu li, e realmente achei interessante, foram as conclusões de um estudo levado a cabo pelo Centro para os Estudos de Mulheres na Televisão e no Cinema (que eu nem sabia que existia!). Segundo esta pesquisa, as mulheres representam apenas 18% num universo de realizadores, produtores executivos, argumentistas, cineastas e editores. Em Hollywood, dos 250 filmes mais lucrativos em 2012, só 9% foram realizados por mulheres. Segundo a mesma pesquisa, surge um maior número de mulheres na produção de documentários, animações, ou então no cinema independente. Puxei pela cabeça e, realmente, só me lembrei dos nomes de Kathryn Bigelow e de Sofia Copolla, a assinarem filmes de sucesso. Sou capaz de enumerar imensos real...

A violência do costume

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Mais uma vez, o relatório anual sobre a violência doméstica apresenta os números terríveis desta realidade que continua tão presente e tão escondida. Só neste ano, já foram assassinadas trinta e três mulheres e este número, já de si chocante, não nos pode fazer esquecer todos os outros casos de violência que não chegaram a resultar na morte da vítima, ou que nem sequer foram reportados à polícia. É um problema transversal a todos os grupos sociais e nem é monopólio português, é um problema generalizado, observado e monitorizado em todos os países da União Europeia, como se pode ler aqui .  Nada disto é novo, já se discutiu e alertou, eu própria já escrevi sobre esta negra realidade noutros posts. No entanto, todos os anos os resultados do relatório me atingem com o mesmo espanto, dor e incredulidade, como um murro no estômago. A violência doméstica só está presente para quem a sofre ou com ela contacta. De resto, desaparece nos subterrâneos da vida social, por vezes bem camu...

Mulheres e marionetas

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Fui assistir, quase por acaso, a um espectáculo interessante e diferente: "Marioneta meu amor" junta a música  de Amílcar Vasques-Dias a uma demonstração, feita pelo marionetista Manuel Dias, de como os bonecos podem ganhar expressão e quase mostrar sentimentos e emoções. O acompanhamento, ao piano, feito pelo próprio compositor, partiu do recente CD de Amílcar Vasques-Dias "Desnudo", baseado na poesia feminina hispano-árabe dos séculos XIII e XIV. Cada boneca ganha vida nas mãos do marionetista, criando momentos de grande intimidade onde temos um vislumbre de como eram essas mulheres. As poetisas que aqui são recordadas eram mulheres muçulmanas que viviam no Al-Andaluz. Eram cultas, interessantes, faziam poesia, falavam dos seus amigos e amantes. E não eram mortas por isso. (O compositor, o marionetista, e uma das suas bonecas) Aqui há dias, a Teté, no seu blogue Quiproquó , lembrava o drama da adolescente que foi atacada pelos talibãs por ter a coragem ...

As mulheres, a justiça e o resto...

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Foi nomeada uma nova Procuradora Geral para a República, Joana Marques Vidal. Depois de anos de pachorrenta inércia, espero que esta senhora consiga voltar a dar aos portugueses razões para acreditarem na justiça para todos, independentemente da sua riqueza, posição social ou influência política. A Procuradora Joana Marques Vidal tem um currículo promissor.  Especializada na área de Direitos da Família e Menores, a procuradora é desde 2010 presidente da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. Mas, perdoem-me, fico feliz por ser uma mulher a obter, pela primeira vez, esse cargo cimeiro. As mulheres fizeram um largo caminho em Portugal, nos últimos cinquenta anos. Numa geração, as mulheres passaram de quase analfabetas ao maior grupo de licenciados no país. No entanto, as desigualdades de género persistem. As mulheres, em geral, ganham menos do que os homens, e não ocupam cargos de chefia em consonância com o seu peso nas diversas profissões. Da área da investigação aos orgão...

A Greve ao Sexo

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Lisistrata é a personagem principal de uma famosa comédia de Aristófanes. Para quem tem a cultura clássica mais esquecida, relembro que Aristófanes foi um autor grego de peças cómicas, que viveu há mais de dois mil e quatrocentos anos. Pois conta ele que Lisistrata, uma mulher ateniense, concebeu um plano para obrigar Atenienses e Lacedemónios a fazerem a paz, num momento em que os exércitos já se encontravam acampados nos campos de batalha. Qual era a arma de Lisistrata? O sexo! As mulheres de Atenas iriam vestir-se de túnicas transparentes e convidativas, provocar os seus maridos mas, no momento final, recusar o sexo até que eles decidissem fazer a paz.  Lembrei-me de Lisistrata nestes últimos tempos. Na telenovela "Gabriela", Maria Machadão e as suas meninas do Bataclã decidem fazer uma greve de sexo até que os coronéis lhes permitam participar na procissão e oferecer um manto à santa da sua devoção, Santa Maria Madalena. Também no Togo, imagine-se, há um apelo idêntico...

As Meninas do Calendário

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Provavelmente, a única vantagem de estar doente é poder ler ou ver televisão com descanso e tempo. Ontem, dia internacional da Mulher, aconteceu, seguramente não por acaso, que passaram na televisão dois filmes muito interessantes e simbólicos da evolução da situação da mulher no último meio século. Durante a tarde, a FoxMovies (passe a publicidade) ofereceu a quem o quis ver "O Relatório Kinsey", um filme muito menos polémico do que o livro que lhe deu origem. O Relatório Kinsey foi provavelmente o primeiro grande estudo científico sobre a sexualidade e os comportamentos sexuais humanos. Só por isso, já merecia destaque. Mas o professor Kinsey atreveu-se a dedicar todo um livro apenas à sexualidade feminina, tratando com objetividade e naturalidade temas tabus como o orgasmo ou a masturbação nas mulheres. Na época, gritou-se "Escândalo!" e foi acusado de faltar ao respeito à mulher americana, lançando sobre ela esse olhar. Mais tarde percebeu-se que quem não r...

Sistema Informático para mulheres do século XXI

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Q uando várias mulheres se encontram, invariavelmente as conversas giram à volta de alguns temas; um dos mais recorrentes é o tema  maridos.  Quase sempre há queixas relacionadas com a falta de apoio nas tarefas domésticas, falta de romantismo, e por aí fora.  Atenção: estamos no século XXI e temos de evoluir! As novas tecnologias de informação e comunicação podem dar-nos uma ajuda! Sistema informático para mulheres do Sec. XXI   UPGRADE DE NAMORADO 5.0 PARA MARIDO 1.0   Caro Apoio Técnico,   No ano passado fiz um upgrade do NAMORADO 5.0 para o MARIDO 1.0 ,  (ou seja: casei!!!) e notei uma redução significativa de performance, principalmente nas aplicações FLORES e JÓIAS, que operavam sem falhas no NAMORADO 5.0 .   Além disso, o MARIDO 1.0 desinstalou outros programas importantes como ROMANCE 9.5 e ATENÇÃO AO QUE EU DIGO 6.5 e instalou aplicações indesejáveis como JOGO DE FUTEBOL 5.0.   Também não tenho conseguido rodar o programa CONVE...

Uma questão de vontade

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Li há tempos uma entrevista com um médico português, pioneiro no estudo da Sexologia e nas consultas desta especialidade. Dizia coisas muito interessantes, algumas das quais já não são hoje novidade nenhuma, mas que o eram seguramente na altura em que iniciou a sua actividade, lá pelos idos dos anos 60. Dizia ele que, nessa época, as mulheres o procuravam porque não sentiam prazer sexual. Os tabus ainda eram muitos, e os estudos sérios sobre a sexualidade feminina eram poucos. Muitas vezes, era o casal que vinha à consulta, e era ao casal que o médico tinha de dar as informações e os conselhos. Essa época já lá vai há muito tempo e hoje a mulher tem liberdade para fazer as suas escolhas sexuais e tem toda a informação  que quiser à distância de um clique. Dizia o médico que, hoje, as mulheres já não vão à consulta queixar-se de falta de prazer sexual. Vão à consulta porque têm prazer mas… não lhes apetece ter relações sexuais!  O médico explicava que, hoje, se vive muito atrav...