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Noites de música

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Ontem à noite, a EGEAC ofereceu outra vez aos lisboetas, e a quem quis assistir, um espetáculo de elevadíssima qualidade. A noite estava tépida e aprazível e o Terreiro do Paço encheu-se com milhares de pessoas de todas as idades e feitios que quiseram ouvir música. Era o concerto de inauguração da temporada da Orquestra Gulbenkian. A música foi escolhida a dedo: o encanto e exotismo das danças do Prince Igor, de Borodin; o romantismo do Peer Gynt, de Grieg; e a elegância da Rhapsody in Blue, de Gershwin, tocada com o talento de Mário Laginha. Foi muito bom ouvir a música, mas também foi muito bom perceber a educação daqueles milhares de pessoas, que souberam quando aplaudir e quando estar em silêncio. Parabéns à EGEAC, é assim que se leva a música às pessoas e as pessoas à música! Durante o serão, lembrei-me muitas vezes das quentes tardes de verão e das longas viagens de carro em que eu e os meus filhos inventavamos histórias, inspirados por algumas destas músicas. Uma delas, da...

Uma música com trezentos anos

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Ontem, mais uma vez, o Patriarcado de Lisboa ofereceu à população lisboeta um magnífico concerto, tal como já tinha acontecido no ano passado, por ocasião da comemoração do 250.º aniversário do orgão da Igreja de São Vicente de Fora. Mais uma vez, o organista João Vaz e o Coro Capella Patriarchal partilharam o palco, que é como quem diz o púlpito da igreja... É sempre com muito prazer que assisto a um concerto na Igreja de São Vicente de Fora. A igreja é muito bela e imponente e eu perco-me a apreciar as capelas laterais ou as estátuas que se abrigam debaixo do enorme baldaquino! Mas ontem, houve outro motivo de apreço: foi interpretada uma obra de João Rodrigues Esteves, músico da corte de D. João V, chamada Vésperas de Natal. Datada de 1737, foi ontem ouvida pelo público pela primeira vez desde essa data.  Esta belíssima peça ficou quase trezentos anos perdida nos arquivos do Patriarcado de Lisboa. Não é com certeza caso único. Sabemos que muitas partituras e peças musicais ...

Vinyl de chocolate

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Ultimamente, as notícias têm-nos deixado com um travo amargo na boca... Talvez por isso, resolvi trazer aqui uma novidade verdadeiramente doce.  Um DJ francês, chamado Breakbot, editou um disco chamado By your side. Não sei se as canções são doces. Mas Breakbot decidiu editar um vinyl em... chocolate! Foram feitas apenas cem cópias comestíveis deste álbum que, apropriadamente, se vende na loja de chocolates Colette.  Parece-me uma ideia excelente. Se não gostarmos da música, podemos sempre partir o disco e comer os pedaços! Ou, dito de outra forma, é uma música que nos deixará sempre uma boa recordação!

Fredo Mergner

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De origem húngara, veio para Portugal em 1977, com 24 anos. Era um exímio guitarrista e, numa rápida pesquisa pela internet, facilmente encontramos músicos que falam de Fredo Mergner como uma referência, alguém que ouviram e que se tornou uma influência marcante na forma como tocava a guitarra clássica. Integrou vários projetos. O mais conhecido foi o projeto "Resistência", onde tocava com músicos como Pedro Ayres Magalhães, Fernando Cunha, Tim. Ainda no último concerto da banda, no Campo Pequeno, subiu ao palco com a sua guitarra. No sábado passado, encontrei-o nas Escadinhas do Duque, em Lisboa, a tocar guitarra. Rodeado por pessoas que o ouviam, encantadas, sem provavelmente o reconhecerem. Gostei muito de o ouvir, mas... ficam muitas perguntas por responder. O que faz Fredo Mergner tocar numa rua de Lisboa, num frio fim de tarde de fevereiro? Toca porque lhe apetece? Toca para sobreviver? Diz Fredo: "Fiz a minha evolução em Portugal. As minhas influências, rec...

O que fazer com os últimos dias?

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O que fazer quando nos confrontamos com o diagnóstico de uma doença fatal, que só nos dá mais algum tempo de vida? É uma pergunta terrível, à qual não sei responder. Provavelmente, a reação depende da nossa força interior, mas também do apoio que temos, da família, dos amigos, de uma religião que nos ofereça um caminho. Mas também é verdade que esse caminho é sempre solitário e necessariamente doloroso. E quando esse diagnóstico terrível nos apanha na juventude, naquela idade em que nos achamos invencíveis, temos todo o futuro para conquistar à nossa frente? Foi o que aconteceu com Zach Sobiech. Confrontado com um osteosarcoma fatal, que só lhe dava meses de vida, Zach decidiu dedicar os seus últimos tempos à música. Compôs esta canção, Clouds , que dedicou a todos os seus amigos e familiares. Achei-a tocante, com uma melodia simples mas que fica em nós, e uma letra que nos interpela. If only I had a little bit more time... Zach Sobiech faleceu no passado dia 20 de maio. Tinha 17...

Música pela manhã

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Clara parou no semáforo e, como fazia todas as manhãs, aproveitou o tempo para ligar o rádio. Hum, Tina Turner, perfeito para injetar energia na manhã fria. Começou a cantarolar, enquanto tamborilava com os dedos no volante. Parou um carro ao lado e Clara olhou automaticamente para a direita. O condutor era um homem bem parecido, de têmporas grisalhas e ar desportivo a emergir de um blusão de cabedal, com um cachecol enrolado ao pescoço. Também parecia murmurar qualquer coisa. Olhou para Clara, no carro ao lado, no momento em que ambos cantavam "What's love got to do with it?" Ouviam a mesma estação de rádio, cantavam a mesma canção. Riram com gosto e Clara ainda sorria quando o semáforo ficou verde e seguiu para o trabalho. No dia seguinte, à mesma hora, no mesmo semáforo, voltaram a ver-se. Reconheceram-se, acenaram, sorriram. Ao fim de uma semana, Clara já antecipava aquele momento. Havia sempre um sorriso, uma piada, umas palavras a propósito do tempo ou do trânsit...

Música e mais música!

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(Percussões da Metropolitana - ontem, no Largo de São Carlos) Com a comemoração do Dia Mundial da Música, Lisboa fechou com chave de ouro um verão cheio de cultura e especialmente de música, muita música. Para quem andou atento e com alguma disponibilidade, não faltaram programas para preencher os fins de tarde e os fins de semana. A música encheu as praças e as esplanadas. Houve concertos de cordas, sopros e percussões. Houve apresentações de coros e de orquestras. Houve ópera, tango, fado. Houve jazz e música africana. Houve clássicos e música alternativa.  Ouviu-se música no Largo do São Carlos como no Largo do Intendente. Nas ruínas do Carmo como na Tapada das Necessidades. E cobriu as esplanadas e as ruas de sons e de sorrisos. A Mouraria renasceu, orgulhosa da sua multiculturalidade como das suas raízes identitárias. O fado encheu a rua do Capelão e o Largo da Severa, mas os sons inundaram também o Martim Moniz, pondo toda a gente a dançar. Lisboa agradece esta...

50 anos depois

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Foi há cinquenta anos. No dia 5 de outubro de 1962, os Beatles lançaram o seu primeiro single, mudando para sempre a história da música e da cultura popular. Lembro-me bem da primeira vez em que ouvi falar deles. Tinha cinco anos e, aqui em Portugal, não se ouvia muita música moderna estrangeira. Vivia-se na época do "nacional-cançonetismo". Mas o meu pai foi a Londres, por razões de saúde, e regressou carregado de objetos, pins, cartazes, daquele grupo inovador. Dizia que em Londres estava tudo maluco com os Beatles, só se falava deles, só se ouviam as suas canções. E trouxe um pequeno disco, daqueles de 45 rotações, com este tema, Love Me Do . Cresci com as músicas deles, entrelaçadas na minha vida. Cantei muitas vezes Yesterday , ou Hey Jude , ou o Yellow Submarine , sentada em rodas no chão do liceu, à volta de um qualquer colega que trazia uma guitarra. Tive muita pena quando se separaram, lamentei profundamente quando um louco assassinou John Lennon. E ainda hoje ach...

Os músicos de rua

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Não tenho por hábito dar dinheiro aos cidadãos de qualquer nacionalidade que me solicitam, pela rua, sejam deficientes ou vendedores do Borda d'Água. Mas abro uma gostosa exceção para os músicos de rua. No verão proliferam pelas nossas ruas e praças, aproveitando o afluxo de turistas. São muitos, alguns de qualidade duvidosa. Gosto de os observar. Alguns ficam tão absorvidos pela música que tocam, que nem reparam nas pessoas que passam. Outros são verdadeiros "entertainers", que intercalam a música com piadas e interagem com o público. No inverno são menos, talvez a qualidade geral seja mais uniforme. Mas todos, desde o virtuoso do violino até ao batedor de congas, passando por todos os géneros de guitarristas, dão algo de indefinível e inigualável à cidade. Dão-lhe ambiente. Alguém já se deparou com um solo plangente de saxofone, ao dobrar uma esquina, num fim de tarde húmido de inverno? Então, sabe do que eu falo. Por isso, dou-lhes sempre uma moeda. Não é um p...

Broadway Baby

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Os musicais americanos povoaram desde sempre o nosso imaginário coletivo, tanto ou mais do que as valsas de Strauss. Todos nos habituámos a ouvir canções e melodias, em relação às quais já não identificamos a origem, ou o compositor, mas que reconhecemos imediatamente. Integram aquilo que se chama o American Popular Songbook, e pertence-nos um pouco a todos. Por tudo isso, foi uma excelente ideia aproveitar a celebração dos 30 anos de carreira de dois homens muito ligados aos musicais portugueses, os irmãos Henrique e Nuno Feist, para trazer ao palco lisboeta do Cine-Teatro Mário Viegas a História do Musical Americano. Num ritmo quase alucinante, Henrique Feist percorre essa história, sempre acompanhado pelo piano do seu irmão,  falando-nos do espaço da Broadway, dos seus primeiros grandes compositores, da forma como o musical americano evoluiu até às grandes produções da atualidade. Ao mesmo tempo, vai desfiando canções e pedaços de melodias de Irving Berlin, Cole Porter, J...

Música ao Largo

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Este ano não há férias fora de casa. Estive uns dias fora em maio, talvez vá dar mais uma voltinha, lá para o fim do mês de Agosto... Sem subsídio de férias, no entanto, as férias conntrairam-se. Mas nem por isso fico encerrada em casa, a carpir. Não faz o meu estilo. E, felizmente, Lisboa tem muita coisa interessante para oferecer. (O Largo de São Carlos espera pelos músicos) Neste fim de semana terminou mais uma temporada de espectáculos musicais no Largo de São Carlos. Durante o mês de julho, as noites no Largo foram animadas por concertos, árias de ópera e bailados. Tudo gratuitamente, isto é, financiado pelos mecenas e parceiros do Teatro de São Carlos e da Companhia Nacional de Bailado. O público agradece e desmente aquele mito de não haver interesse por espectáculos mais exigentes em termos culturais. O que não há é outra coisa, aquela com que se compram os amendoins e os melões que refrescam a época. Pelo contrário, as pessoas afluem ao largo, às vezes com horas de an...

Manhã de chuva

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Chove. Troveja. Uma manhã de sábado triste e cinzenta. A rua está deserta de gente, coberta por cortinas de água. Depois de um inverno seco, chegou uma primavera invernosa. Sinto-me cinzenta como o tempo.  Sim, eu sei que a chuva faz muita falta, nos campos, nas barragens. Os criadores de gado e agricultores têm razões para estarem satisfeitos. Os animais precisam de pastagens. E, se não chover, haverá mais um pretexto para nos aumentarem o preço da eletricidade. Mas, o que hei-de fazer? Eu trabalho a baterias solares e não gosto de dias de chuva. Aqui fica "This One's from the Heart", uma belíssima interpretação de Tom Waits e Crystal Gayle, que condiz com a minha disposição e o tempo lá fora. Faz parte da banda sonora do filme com o mesmo nome, realizado por Francis Ford Coppola em 1982. Um filme intimista, que pode ser uma boa sugestão para uma tarde de chuva.

Jesus Christ Superstar

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Na época da Páscoa, era tradicional a televisão passar filmes que revisitavam a vida de Jesus. Geralmente, centravam-se nos seus últimos anos, na pregação, na prisão e calvário, até ao momento final da crucificação. Nada de chocante, afinal éramos um país maioritariamente católico, onde a tradição pascal tinha raízes fortíssimas. Em muitas cidades e aldeias, ainda hoje essas tradições são seguidas e cumpridas. Continuamos a encontrar as procissões, o Enterro do Senhor, a Via Sacra. Outras actividades religiosas ocupam toda a Quaresma, até à explosão festiva do Domingo de Páscoa. As televisões, no entanto, espelham hoje a diversidade cultural e religiosa que caracteriza Portugal. A programação pouco tem a ver com a época litúrgica. E dei por mim a recordar o filme sobre a vida de Jesus que mais me marcou: o Jesus Christ Superstar. Este filme de 1973, baseado na obra de Tim Rice e   Andrew Lloyd Webber, foi uma explosão de criatividade musical, mas também de liberdade no modo de r...

Cantar a crise

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Depois das boas notícias da área da cultura, voltam as más notícias: o desemprego continua a aumentar e as previsões para este ano são tudo menos animadoras.  Como é costume, os portugueses reagem com o humor, uma espécie de sarcasmo resignado, ou uma resignação sarcástica. No seu último trabalho Boss para os amigos , Boss AC canta a crise, a falta de emprego, a falta de dinheiro, a desesperança de uma juventude que se sente defraudada. Sempre com humor: "Ó mãe, fazias-me era rico em vez de bonito!" Com muito sentido de oportunidade, a SIC Notícias fez um spot   intercalar com esta canção e imagens da atualidade. Vale mesmo a pena ver e ouvir. E refletir.

Um momento no Tempo

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Morreu no dia 11 deste mês, inesperadamente. Whitney Houston foi encontrada morta na banheira, numa casa de banho de um hotel. Excesso de comprimidos ou de qualquer outro produto? Seguramente, excesso de sonhos não cumpridos, de desilusões, de falta de esperança. É muito difícil lidar com a fama, com a exposição mediática. Não vou entrar em especulações sobre as causas da morte. Apenas quero expressar o meu pesar pela morte de uma grande cantora, possuidora de uma voz absolutamente única.  Esta é uma das canções que eu prefiro. One moment in time. Um momento no tempo, em que encontrou a eternidade.

O Maestro José Atalaya da minha infância

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Num dos últimos posts que fiz, intitulado  A Música anda por aí,   mencionei um maestro que eu ouvia encantada na televisão, quando era pequenita, e que me acordou para a música chamada clássica, através das explicações e comentários que fazia das peças musicais. Algumas das pessoas que têm a simpatia de seguir este blogue e por aqui vão deixando as suas opiniões, perguntaram-me pelo nome desse maestro. Até avançaram com alguns nomes como hipótese. Confessei que não me recordava. Lembrava-me que era forte, tinha uma espessa barba escura e era um grande comunicador. A única vantagem de estar em casa com gripe é, precisamente, ter algum tempo livre para fazer leituras ou pesquisas e aproveitei para tentar encontrar na internet esse maestro que emergiu das minhas recordações de infância. Não foi preciso procurar muito. O nome tocou logo as campainhas da minha memória. As barbas espessas, agora já não escuras mas muito brancas, desfizeram as dúvidas. Era o maestro José Atalaya. ...

A Música anda por aí!

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Graças a uma colaboração entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a música anda por aí, por Lisboa, ouve-se nos bairros, encontra-se nos museus, espera-nos nos Palácios, até nos surpreende nos Paços do Concelho. Durante todo este mês há concertos dos solistas da Orquestra. Consegui assistir a dois. Um concerto dos instrumentos de sopro, em Benfica, e outro de cordas e flauta, no Museu do Oriente. O primeiro trouxe Vivaldi, Rossini, Gounod. O segundo foi um mergulho no génio de Mozart. Nos dois casos, os concertos foram comentados pelo musicólogo Rui Campos Leitão. No seu estilo descontraído, apresentou os instrumentos, contou pormenores da vida dos compositores e do contexto social, chamou a nossa atenção para aspetos da execução musical e das peças que, de outra forma, talvez nos passassem despercebidos. Enfim, fez-me lembrar uns concertos que eram transmitidos na televisão quando eu era pequenita, comentados por um maestro que tornava tudo tão fascin...

Recordar Phil Collins

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Hoje, o músico Phil Collins anunciou o fim da sua carreira musical. Segundo os jornais noticiavam, ele teria problemas de audição e também problemas nos nervos da mão que o impossibilitavam de tocar bateria. Agora, a preocupação dele estava centrada nos filhos.  "Vejo os prémios MTV e penso: não posso estar neste negócio. Não pertenço àquele mundo e não me parece que alguém vá ter saudades minhas." Foi assim que o britânico Phil Collins anunciou o fim da carreira de 40 anos na música. Permito-me discordar. Ele pode já não pertencer àquele mundo. Tem 60 anos e os problemas físicos não perdoam. Mas não me parece que vá ser esquecido. Lembramo-nos todos bem de muitos êxitos que teve na sua carreira a solo. E lembro-me de Phil Collins desde o tempo em que era o baterista de uma das minhas bandas de eleição, os Genesis, e, depois da saída de Peter Gabriel, também o vocalista do grupo. Não resisto a recordar o Phil Collins dessa época. Quem não se lembra de Carpet Crawlers?  Uma mú...

Canções de amor para o São Valentim

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Não sou muito apreciadora de dias disto e daquilo. Do Dia de São Valentim também não. Mas pode ser um bom pretexto para recordar algumas das mais belas canções de amor, e isso sim, é intemporal. Como esta canção de John Lennon...

Joan of Arc

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E para começar o fim de semana da melhor maneira, apeteceu-me ir buscar ao baú das recordações preciosas uma velha canção de Leonard Cohen, Joan of Arc . Editada em 1971, no ábum Songs of Love and Hate , é provavelmente a versão mais bela e romântica da tragédia vivida por essa heroína da França medieval. Vale a pena ouvir outra vez.  Now the flames they followed joan of arc As she came riding through the dark; No moon to keep her armour bright, No man to get her through this very smoky night. She said, "i'm tired of the war, I want the kind of work i had before, A wedding dress or something white To wear upon my swollen appetite." Well, i'm glad to hear you talk this way, You know i've watched you riding every day And something in me yearns to win Such a cold and lonesome heroine. "and who are you?" she sternly spoke To the one beneath the smoke. "why, i'm fire," he replied, "and i love your solitude, i love your pride...