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Amadeo de Souza Cardoso, o modernista esquecido

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Amadeo em Paris Em boa hora vai realizar-se em Paris, no Grand Palais, uma grande exposição que reúne e divulga a obra de Amadeo de Souza Cardoso.  Como portuguesa e frequentadora do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a obra de Amadeu sempre me foi familiar. Lembro-me também de uma grande exposição que a Gulbenkian organizou, aqui há anos, com a retrospetiva do pintor, e que foi um tremendo sucesso. Mas fora de Portugal o seu nome é quase desconhecido e isso é uma enorme injustiça. Entrada Esta semana, foi a anteestreia do filme/documentário Amadeo Souza Cardoso, o segredo mais bem guardado da arte moderna. Realizado pelo francês luso-descendente Cristophe Fonseca, mostra-nos o percurso do pintor, desde a sua infância minhota, até à sua morte precoce, em 1918. E permite compreender melhor a dimensão da sua obra e as razões do seu esquecimento. Através da tela, seguimos o autor para Paris, onde conhece e se torna amigo de alguns dos grandes nom...

Lisboa em tempo de guerra

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(Sentinela da Legião Portuguesa em serviço no Terreiro do Paço) No início dos anos 40, a Europa vivia o caos da Segunda Guerra Mundial. A Alemanha avançava em todas as frentes e temia-se um ataque também a Portugal. Sabe-se que esteve planeado, seria a Operação Félix. Salazar organiza então a defesa da cidade de Lisboa, através da Legião Portuguesa. Há monumentos nacionais protegidos por tapumes, os feixes de luz varrem os céus, os tesouros da arte portuguesa são encaixotados e resguardados. Um país neutral no meio de uma Europa em guerra, Portugal é também local de encontro de espiões de todos os lados do conflito, e plataforma giratória de refugiados que aqui procuram um porto seguro mas, principalmente, um local de passagem para outros destinos.  Os que aqui chegam encontram um país de contrastes, em muitos aspetos parado no tempo. À volta do eixo definido pela Avenida da Liberdade e Avenidas Novas, surgiam os bairros pobres, onde a sobrevivência era uma luta diária. ...

Pedaços do mundo na World Press Photo

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Está novamente patente em Lisboa a exposição das fotografias premiadas no prestigiado concurso internacional da World Press Photo. Nos últimos anos, tenho tentado não perder, é sempre uma ronda pelo nosso mundo. Fui hoje ver a exposição. Tem, como sempre, imagens impressionantes. Da faixa de Gaza à batalha por Alepo, da luta das mulheres por reconhecimento, seja no Irão, seja na Somália, das imagens do Japão depois do tsunami às lixeiras onde sobrevivem milhares de pessoas, o que sobra é a marca do sofrimento. Também as fotografias da vida quotidiana têm a mesma marca: é o sofrimento da doença de Alzheimer, a luta pela sobrevivência nas favelas do Rio de Janeiro, os rostos de pessoas marcadas por doenças estranhas e raras. Não consigo deixar de pensar que parece haver um estranho e mórbido fascínio pela morte e pela violência, pela destruição e pela dor. Claro que o fotojornalismo cumpre, entre outras, uma função de denúncia. Mas, neste nosso mundo, não há só dor e sofrimento. També...

Três em um

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Há muito boas razões para ir, num sábado ou domingo próximo, até à Fundação Calouste Gulbenkian. Desde logo, as duas exposições que aí podemos visitar. A exposição 360º Ciência Descoberta leva-nos numa viagem fascinante pela ciência ibérica no século XVI. Um mergulho numa época em que explorámos novos mundos, descobrindo e dando a conhecer novas terras e novos mares, novas plantas, animais, produtos e culturas, novas estrelas e constelações. Nada por acaso, "indo a acertar", mas fruto de um cuidado planeamento e aturados estudos de astronomia e matemática. Com o cuidado de, mesmo afrontando os ensinamentos universalmente aceites dos antigos, perseguir a verdade, através da observação e da experiência. Saímos da exposição com a noção da importância do contributo português para o desenvolvimento económico e científico. E com a certeza de que a falta de jeito dos portugueses para a matemática é um mito recente! Mais ligado à preguiça de pensar, provavelmente! A outra ex...

Casas em Movimento

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Podem faltar muitas coisas aos lusitanos, mas aí não se incluem seguramente a criatividade, a imaginação, a capacidade de adaptação. Damos constantemente provas disso, nem que seja a iludir a crise, embora nem sempre a comunicação social dê o eco devido. Vem isto a propósito de uma casa em movimento projetada por um jovem estudante de arquitetura português, Manuel Vieira Lopes, que está a ter um enorme sucesso, estando agora em exibição num Salão Internacional em Madrid. De resto, é a primeira vez que uma candidatura portuguesa é aceite na prestigiada feira tecnológica solar Decathlon, em Madrid. É uma casa que se pauta pela inovação, o arrojo e a adaptabilidade. Completamente coberta de placas de aproveitamento da energia solar, que a recobrem como uma segunda pele, é uma casa auto suficiente em termos energéticos, com a vantagem de que todos os seus componentes se podem levantar, baixar ou rodar de modo a melhor aproveitar a luz solar. A própria casa, como um todo, pode ser movid...

A arte feliz

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(Éguas de Manada - Dordio Gomes) Poucos acontecimentos houve, tão traumáticos para a civilização europeia, como a 1.ª Guerra Mundial. Pela primeira vez, as pessoas confrontavam-se com uma guerra total, em que os homens eram enviados para a carnificina com a impecável e fria organização logística da era industrial. Já sabemos que a arte reflete e reage à vida. A Estética da Art Déco, que se desenvolve nessa época, é precisamente uma estética de harmonia e felicidade que se integra no movimento modernista e vai evoluindo até à estética classizante dos anos 30 e 40, que tendemos a associar aos regimes autoritários europeus. Em boa hora o Museu do Chiado decidiu organizar uma exposição sobre o Art Déco Português. Não apenas a pintura, mas também o desenho publicitário, a escultura, a cerâmica. Esta exposição mostra mais de cem trabalhos de autores que vão de Almada Negreiros a Abel Manta, de Dordio Gomes a Eduardo Viana, de Canto da Maya a Leopoldo de Almeida. Mais do que uma ...

O ano em cartoons

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Para quem tiver vontade de rever o ano de 2011 com um sorriso (o que nem sempre é fácil!), aconselho uma visita à Exposição do World Press Cartoon, que está aberta ao público, desde ontem, no Museu de Arte Moderna de Sintra. Este ano, a organização do  World Press Cartoon  recebeu 861 cartoons e 402 candidaturas de 56 países. Dessas, foram seleccionados 343 desenhos de 260 autores, incluindo todos os premiados, para a exposição anual agora inaugurada em Sintra, e que ficará patente até 30 de Julho. Nas várias salas do rés-do-chão e do primeiro andar, podemos apreciar desenhos nas categorias de cartoon editorial, desenho de humor e caricatura. O humor sarcástico, por vezes negro, acompanha os temas que marcaram o ano de 2011: o desastre japonês, a crise europeia, a luta contra a pobreza, as eternas guerras, a primavera árabe.  O artista norueguês Egil Nyhus ganhou um dos prémios máximos da caricatura com o desenho que reproduzo abaixo.  (Caricatura do...

ReciclArte

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Vik Muniz é um artista plástico brasileiro, nascido em S. Paulo em 1961, e tem neste momento uma exposição retrospetiva no Museu Berardo, em Lisboa. Aproveitando os tempinhos livres no meio de uma formação, durante este fim de semana, fui lá espreitar e admito que fiquei fascinada. Tinham-me dito que Vik era um fotógrafo e um artista talentoso. Mas ele é muito mais do que um fotógrafo, porque o que é fascinante é o trabalho extraordinário que está por trás de cada imagem. Ele aproveita os materiais mais díspares e inesperados, de diamantes e caviar a açúcar, arame, brinquedos, desperdícios informáticos, até lixo. É com esses materiais que ele compõe as suas imagens realistas e fantásticas ao mesmo tempo. Vale mesmo a pena dar um salto até ao Centro Cultural de Belém, passear um pouco por aquele espaço tão agradável, e ver esta exposição que, devido ao seu sucesso, vai estar patente até ao início de março. A entrada é livre e o agrado é garantido. Depois da visita à exposição, acons...

Portugal visto pelos carteiros

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Ainda se encontram iniciativas interessantes, originais, criativas! Os CTT decidiram distribuir aos seus carteiros máquinas fotográficas descartáveis e desafiá-los para fotografarem o pequeno mundo em que circulam diariamente. E os carteiros aderiram, tirando milhares e milhares de fotografias que foram depois visionadas e escolhidas por um júri. Foram selecionadas 200 fotografias, expostas até hoje no edifício dos CTT, na Rua de São José, em Lisboa. É uma exposição tocante, que nos mostra um Portugal esquecido e atrasado, o Portugal profundo, como se costuma chamar. Recantos isolados do nosso país, locais que parecem parados no tempo, pormenores pitorescos, rostos expressivos. Retratos de pessoas que, por vezes, têm no carteiro um dos poucos contactos com o mundo exterior, seja numa remota aldeia transmontana, seja num prédio de um subúrbio de Lisboa. Os animais que os recebem nos quintais, as caixas de correio improvisadas e improváveis. Em resumo, momentos, pormenores. Registados pe...

Artes do Claustro

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Eu sei que não devia fazer este post agora, no fim de Maio, quando estamos todos a pensar como havemos de recuperar as linhas perdidas durante o ano, para apresentarmos um corpinho mais ou menos jeitoso nos areais deste verão. Mas, não me importo, toda a gente sabe que eu sou irremediavelmente gulosa. Vem este dasabafo a propósito da mostra de doces conventuais que decorre, a partir de hoje, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa. Eu não vou perder a oportunidade de passar por lá e provar estas delícias.  Passo a palavra: "A partir de amanhã, e até domingo, dia 6 de Junho, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, decorre a 1.ª Mostra de Produtos Conventuais. Bolachas, compotas, licores e também objectos religiosos, ícones, pinturas, esculturas, artesanato e outros estarão à disposição dos interessados em conhecer o que se faz nos mosteiros e conventos portugueses. Para já, são 14 as ordens e congregações religiosas (mais um seminário e um centro de espiritual...

Imagens que contam histórias

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N este fim de semana, aproveitando o pretexto da chuva que nos obrigava a programas dentro de portas, fui visitar a exposição da World Press Photo 2010. Gosto muito de ver esta exposição, tento não perder, porque é um retrato do nosso mundo, feito de muitos retratos. Aquelas fotografias não definem o nosso mundo na totalidade, felizmente. Há muitas coisas bonitas a acontecerem todos os dias, pequenas conquistas e vitórias, descobertas, acontecimentos felizes que dão sentido ao nosso dia-a-dia. Mas as imagens que ali vemos também são pedaços do nosso mundo, e é bom que não percamos isto de vista. Há imagens tremendamente chocantes e violentas, como a lapidação de um homem na Somália, por adultério, ou as fotografias tiradas num matadouro. Outras que nos atingem pelo inesperado da situação que retratam, como o soldado apanhado de repente numa situação de batalha, com as suas cuecas que afirmam "I love NY". Há imagens de uma grande ternura, como o soldado que se despede dos filh...

A velha fábrica de arroz

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Q uem disse que fora da zona de Lisboa não havia iniciativas culturais interessantes? Bem, eu já tenho dito, por vezes. Mas, desta vez, venho falar de uma iniciativa que me pareceu muito interessante e à qual vou estar atenta. Em Ponte de Sôr, no Alentejo, a meio caminho entre o litoral e a fronteira espanhola, havia uma antiga fábrica de arroz, que ocupava vários pavilhões e que estava há muito tempo desactivada. Foi recuperada e, depois de alguns contratempos, reabriu como um Centro de Artes e Cultura. Assume-se como um espaço multidisciplinar de âmbito cultural que, por isso mesmo, integra  várias instituições, desde a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna até ao Festival Sete Sóis Sete Luas, que abrange parceiros culturais de vários países da Europa. Também tem um Serviço Educativo, claro, que coordena actividades para as crianças do concelho. Mas, muito mais interessante, alberga um Teatro, o Teatro da Terra, que revitalizou o velho Cine-Teatro da cidade. O Centro conta...

Figuras de Lisboa

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Todas as cidades têm a sua história, que não é construída apenas com as pedras, as ruas, as casas. Também é feita pelas pessoas que lá vivem e trabalham e que, com as suas características, dão à cidade a sua personalidade particular, a sua cultura, a sua face humana. O Museu da Cidade decidiu, e muito bem, organizar uma exposição, a que chamou "Lisboa tem Histórias". Aí, mostra vivências, histórias e costumes protagonizados por figuras míticas, anónimas ou pouco conhecidas, mas que deram o seu contributo para a singularidade lisboeta. Ontem era o último dia e eu lá consegui ir até ao Museu da Cidade, no antigo Palácio Pimenta, no Campo Grande. Havia animações teatrais. Fui recebida pela Madame Villaret, modista do Chiado no século XIX, perita em espartilhos e mamas postiças. Atrás, a leiteira de Alfama, Albertina de Jesus, dava o toque popular e ensinava os pregões tradicionais. Ainda me lembro de ouvir alguns pregões, quando era pequenita, como o " Ó viva da costa!...

Uma Casa de Histórias

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Finalmente, fui espreitar a Casa das Histórias da Paula Rego, em Cascais.  Não sei se gostei mais do interior ou do exterior. A casa, em si, é belíssima. Uma construção em tijolo vermelho a fazer lembrar peças de Lego. Com telhados, mas sem janelas, como a concentrar-se no seu interior. Mas, quando entramos, o interior abre-se para o exterior, em enormes janelas que dão para pátios interiores e verdejantes. Os quadros e desenhos da Paula Rego esperam-nos no interior do Museu. São, como sempre, retratos e imagens de um universo ficcional poderoso, complexo e mesmo, por vezes, chocante. Paula Rego reconstrói a realidade de uma forma alternativa, com uma forte conotação sexual; vejam-se as ilustrações para contos infantis. Também as relações de poder são desconstruídas. O universo religioso tem uma leitura original, com as suas figuras femininas actuais e fragilizadas. De resto, toda a pintura de paula Rego se constrói à volta de figuras femininas que nos permitem múltiplas leituras...

Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII

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Finalmente, no passado fim-de-semana, fui ver a exposição Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII , que se encontra no Museu de Arte Antiga. Já me tinham dito que estava excelente. Mesmo assim, fiquei extasiada com a beleza e o significado das peças em exposição. A exposição olha para as notáveis viagens de exploração portuguesas, mas não do ponto de vista da expansão territorial; antes evidencia o intercâmbio comercial e cultural que essas viagens proporcionaram. Começamos pela cartografia, como a Terra era concebida antes e depois das viagens portuguesas. Passamos depois às secções dedicadas a África, depois ao Oceano Índico, até à China e ao Japão, para terminar no Brasil. Maravilhamo-nos com a Câmara das Maravilhas, apercebemo-nos do fascínio provocado pelos produtos exóticos e admiramo-nos com a admiração desses povos longínquos pelos conhecimentos que os portugueses levavam consigo. São cerca de 200 peças, provenientes de colecções privadas e públicas internacionais, acrescidas...

Henri Fantin-Latour

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Henri Fantin-Latour foi um pintor francês do século XIX, geralmente associado ao Romantismo. Não é muito fácil apreciar as suas obras em Portugal, mas o Museu Calouste Gulbenkian organizou uma exposição em parceria com o Museu Thyssen-Bornemisza, de Madrid, onde reúne cerca de 60 pinturas e desenhos deste artista, oriundos de vários museus europeus e americanos. Seguindo a cronologia de produção do autor, apreciamos auto-retratos, cópias executadas no Louvre, retratos, naturezas-mortas (como eu detesto esta expressão, e como prefiro a expressão inglesa still life) , e temas simbolistas. Gostei particularmente dos retratos, de grande expressividade e riqueza psicológica. A exposição só está patente em Lisboa até dia 6, domingo. Depois, segue para Madrid. Por isso, é melhor aproveitar e dar um saltinho à Fundação Calouste Gulbenkian durante o fim-de-semana.

Titanic - A Exposição

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Hoje, tive de ir à Praça dos Restauradores e aproveitei para espreitar a exposição “Titanic”, que está patente na Estação do Rossio. Para mim, é sempre um deslumbramento passar na Estação do Rossio, com a sua bela fachada neo-manuelina, num estilo tão em voga no nosso século XIX. Confesso que, da fachada, só não gosto daquela figurinha que representa D. Sebastião, porque… não gosto de D. Sebastião! Se houvesse um ranking para os piores reis de Portugal, ele estaria porventura num dos lugares cimeiros. Quanto à exposição, foi uma boa surpresa. Está muito bonita, cativante. Vemos objectos que foram encontrados juntamente com o navio naufragado: objectos pessoais, óculos, peças de roupa, malas de mão; também objectos do próprio navio, enormes panelas, centenas de pratos, pedaços dos ornamentos das salas. Podemos tocar num pedaço do casco do próprio Titanic e num bloco enorme de gelo, que simula o iceberg que o afundou. Vemos as imagens das requintadas salas de convívio da primeira cla...

Imagens do Mundo

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Ontem, fui ver a exposição das fotografias premiadas do World Press Photo 2009 . É uma galeria impressionante, que nos leva de El Salvador ao Brasil, da Grécia à China, da Itália aos Estados Unidos da América. Desfilam à nossa frente imagens de animais em extinção, de desportistas em esforço, de cadáveres a boiar no rio ou soterrados num desabamento, transsexuais fazendo pose, pessoas comuns a lutar pela sobrevivência. São imagens deste nosso mundo, captadas por fotógrafos de imprensa. São impressionantes, questionam-nos e fazem-nos reflectir. A exposição tem entrada gratuita e está em exibição no Museu da Electricidade, em Belém, até ao final de Julho.