Geralmente, não falo aqui da minha vida profissional, mas hoje apetece-me abrir uma excepção. Reflectindo, o que fiz do meu dia? Dei algumas aulas. Tive reuniões. O usual. Durante as aulas, trabalhei com alunos do 8.º ano. A matéria: a Revolução Francesa. Alguns miúdos estavam mais interessados, outros menos, como de costume. Mas, entre mapas e documentos da época, entre cronologias e sopas de letras, lá fomos avançando. No fim da aula, Robespierre ou Napoleão tinham deixado de ser nomes vazios de sentido. Pelo meio, ainda nos rimos todos do meu aluno que descobriu, muito excitado, que o mapa tinha um erro: "Stôra! Escreveram mal Rússia, escreveram com um P!" Afinal, só tinha descoberto a Prússia! Os miúdos empolgaram-se com a tomada da Bastilha e impressionaram-se com o rei na guilhotina, enquanto discutiam relações entre causas e consequências. No final da aula, tinham compreendido um pouco melhor o que é uma Constituição, uma República, um sufrágio. A História é assim. Tra...
Pois é Teresa! Por vezes apetece-nos uma janela, sobretudo quando se fecha uma porta... bj
ResponderEliminarAna
ResponderEliminarCada um tem as suas janelas... não é?
Bjs
Tal como me aconselharam, em relação à frase que me faz falta, arranja uma e coloca-a bem visível, para te lembrares desse jardim, sempre que quiseres... ele está lá... basta abri-la! :)Beijinho
ResponderEliminarBoa noite, Teresa.
ResponderEliminarDe facto cada um tem as "suas janelas".
Não obstante, o Vieira Calado, pretendia muito mais do que uma janela. A janela de Vieira Calado conduziria a um Jardim.
Na verdade, o que ele pretendia era ver um Jardim.
Precisaria ele de uma janela para imaginar um jardim?
Bj
Maré Alta
Eva
ResponderEliminarTalvez seja uma boa ideia: pôr uma janela bem visível, para quando precisar de sair a voar por aí fora!
Bjs
Pois amiga Teresa, o meu obrigado.
ResponderEliminarSó faltou a ligação...
Beijinho
Maré Alta
ResponderEliminarVieira Calado precisava de uma janela para ver um jardim. Cada um pode precisar de uma janela para atingir o seu objectivo. Pelo menos, é assim que eu vejo a janela, como o início de um caminho. Mas pode ser outra coisa. A beleza da poesia é que cada um de nós pode sentir as palavras de uma forma diferente, não é?
Bjs
Amigo Vieira Calado
ResponderEliminarAcha que eu fazia isso? A ligação está no aqui!
Ora experimente!
Bjs
Todos nós precisamos de uma janela, para gritar ao mundo as coisas boas e más, para que entre o ar e o Sol, para assim respirarmos e termos a Luz...
ResponderEliminarConcordo, Pinguim
ResponderEliminarMau é quando nem percebemos que nos falta uma janela!
Bjs
Muitos dias, ainda que em muralhas, devemos saber criar janelas, que nos mostrem a luz...beijos,chica
ResponderEliminarSou uma grande admiradora da poesia do Vieira Calado, por isso mesmo, tenho sempre receio de destruir a sua beleza, quando a traduzo.
ResponderEliminarApresentei no Círculo Literário, junto ao livro escolhido, duas poesias do Vieira Calado, que foram acolhidas com grande interesse, porque a literatura portuguesa é pouco conhecida aqui. Agora os membros querem um encontro só com poesias dele... e este é um dos poemas, que penso traduzir.
Variando um pouco o pensamento de Pablo Neruda:
ResponderEliminarEu não viajo!
Eu não leio!
Eu não gosto de ouvir música!
SÓ encontro imensa graça em mim mesma.
Queria tanto que essa nova janela a dar para um jardim se abrisse para mim. Mas nãoa vejo. Estou cansada de estar à espera, pois houve uma porta ou várias portas que se fecharam definitivamente.
ResponderEliminarMas vou imaginar que ela existe e que a hei-de encontrar.
Belo poema. Não o conhecia. Obrigada pela partilha.
Beijinhos
Todos nós precisamos, não de uma, mas de janelas. E temo-las! Umas vezes não conseguimos olhar para além, de tão embaciadas as vamos deixando ficar. Outras, nem o esforço de um pequenos gesto fazemos para as abrir!
ResponderEliminarPequeno e simples aceno, como o da Teresa (e que bem o fez!),ao abrir uma janela para a poesia!
Sabe, Teresa, acho que nós não somos terra estéril, todos podemos plantar e ver florescer o nosso jardim. Assim o queiramos.
BJS
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PS - Sugiro que escreva o aqui em itálico e lhe dê outra cor. Vai ver que o Vieira Calado (cujo blog admiro e visito amiúde)o encontrará:)
Chica
ResponderEliminarQue linda ídeia, temos de saber criar janelas, mesmo em muralhas! Só que às vezes é difícil, não é?
Bjs
Querida Natália
ResponderEliminarDesejo do fundo do coração que encontres a tua janela, a consigas abrir, e saias a voar por ela fora, no meio do teu jardim.
Bjs
Carlos
ResponderEliminarGostei tanto das suas palavras! E como são verdadeiras!
Bjs
Ematejoca
ResponderEliminarMas que boa ideia, levar a poesia portuguesa a outras paragens. Pessoalmente, acho que Portugal tem grandes poetas, talvez tenha a ver com a estrutura da nossa língua, talvez tenha a ver com o nosso temperamento um pouco nostálgico, ou as duas coisas juntas.
Quanto à brincadeira com a frase de P. Neruda, por aquilo que conheço, não me parece que só encontres graça em ti mesma. Mas isso também é preciso!
Bjs
É tão bom termos uma janela virada para o jardim...tenho uma virada para os bambús que se conservam verdes todo o ano!
ResponderEliminarBjs
Lilá(s)
ResponderEliminarBambús, gatos, um cágado... é bom termos uma janela aberta para a Natureza.
Bjs
Engraçado!...
ResponderEliminarHá dias fui aqui na minha aldeia (Braga) ver o ''Nas Nuvens'' e,... aconteceu-me o mesmo!
Pensei que a coisa era característica duma cidade do interior,... mas... pelos vistos, enganei-me!
Ouvia grgrgrgr frenéticamente... fico pelos cabêlos... sim, porque ainda os tenho e com poucas brancas!!!
António
ResponderEliminarAcho que este comentário era para o post "Pipocas", mas tudo bem, fica registado na mesma!
Bjs
Obrigada pela visita ao Eira do Sol e pelo comentário. Teresa, ainda bem que o segues e o que o achas mais solto. Era essa a intenção! Queria um espaço onde pudesse rodopiar de braços abertos com o Sol a beijar-me o rosto, ao meu ritmo e ao meu sabor. Até ao próximo raio sobre o blog amarelinho. ;-)
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