À saída de Janeiro de Cima, resolvemos rumar a norte, na direcção da Serra do Açor. A paisagem vai-se desdobrando, deslumbrante. O tempo ajuda, com um sol radioso a iluminar a serra. Os pinheiros alternam com os soutos de castanheiros. Há poucos vestígios de ocupação humana: aqui uma casa, acolá um barquito, numa das margens do rio Ceira. Por vezes, a estrada é escavada na serra e sobram inúmeros pedaços de xisto, que se amontoam nas bermas. O meu marido está fascinado por eles e vai-os olhando e escolhendo; dentro de pouco tempo, as pedras vão acumular-se no porta-bagagens, enchendo-o de pó, à espera do momento em que, já em casa, se vão transformar num candeeiro, num tampo de mesa… Chegar à aldeia de Piodão é apreciar um postal ilustrado. As casas dispõem-se harmoniosamente na encosta, como um presépio. Agora está sol, mas com neve deve ser uma paisagem ainda mais encantadora. Aqui, o turismo já marca presença. Logo à entrada, há um museu, o Museu do Piodão, que domina a pequena pr...