segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cigarros, chocolates e cigarros de chocolate

Hoje fui a uma loja especializada na venda de produtos feitos de chocolate, para comprar moedas de chocolate. À saída, vi numa caixa uns pacotinhos que se pareciam mesmo com maços de tabaco. E perguntei à vendedora: "São cigarros de chocolate?" A rapariga, muito simpática, explicou-me que não, que já não havia esse produto há cerca de dois anos, que inclusivamente podiam pagar multa se fizessem e comercializassem produtos com o feitio de cigarros, charutos ou qualquer coisas que fosse fumável. Para evitar o quê? O vício? Trocámos ali umas opiniões, saltaram logo as recordações, juntaram-se mais duas pessoas. Todos tinhamos consumido furiosamente cigarros de chocolate na infância. "Lembro-me de os comprar na taberna lá da terra, o meu pai dava-me umas moeditas..." . "Eu até coleccionava os pacotinhos com as marcas!" Afinal, nenhum de nós fumava, pelo que o efeito pernicioso dos cigarrinhos de chocolate não tinha tido efeito em nenhum de nós! A vendedora até mostrou o artigo da Lei do Tabaco (Artigo 17.º) que proíbe estes produtos. Mas então, esperem lá, é proíbido vender cigarros de chocolate, mas os cigarros a sério são vendidos à vontade, não são? Sim, aqueles que têm nicotina, e alcatrão, e mais uns 400 produtos químicos, muitos deles altamente viciantes e cancerígenos. Tem muita lógica, não há dúvida, os cigarritos de chocolate são incomparavelmente mais perigosos. 
Temo pelos outros produtos de chocolate. Quem sabe se o consumo de moedas de chocolate não nos torna gastadores compulsivos? Ou as sombrinhas de chocolate, será que nos vão tirar o prazer de andar à chuva? E os carrinhos, meu Deus, os carrinhos de chocolate parecem-me tão perigosos! Podem tornar-nos condutores irresponsáveis, não é?
Enfim, o melhor é comer uma tablete de chocolate ou um bombom. Desde que não seja um Bacci ou um Mon Cheri, que me pode tornar irremediavelmente ninfomaníaca!



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Contra ou A favor?

Este mundo da blogosfera é grande e complexo. Encontra-se muita coisa que não interessa nada. No entanto, por vezes, encontro blogues muito interessantes, que tentam fazer coisas diferentes, originais. É o caso deste blogue A favor & Contra. A ideia é lançar temas de debate, no dia 15 de cada mês. Durante trinta dias, é tempo de comentar os temas, ou mesmo comentar os outros comentários. São sempre temas fracturantes, como se diz hoje em dia. Este mês, por exemplo, o tema é a eutanásia, mas já por lá passaram o casamento homossexual, ou a legalização do haxixe. No final do prazo estipulado, os autores do blogue fazem um balanço dos comentários recebidos e dos argumentos apresentados. Não há ideias certas nem erradas; a ideia é que o blogue seja um espaço de debate, de troca de opiniões.
Resta-me dar os parabéns aos dinamizadores deste espaço, que já tinham sido responsáveis por outras iniciativas de muito sucesso, como a Tertúlia Virtual, ou a BlogGincana. E resta-me também aconselhar a todos os que por aqui param a visita a este espaço blogosférico. Visitem, que vale a pena. E, já agora, deixem a vossa opinião sobre o tema do mês. 



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Facho da Bonança

Sabem os que me conhecem do meu fascínio por faróis. Gosto da parte estética dos faróis, a torre, os espelhos e luzes, mas acima de tudo gosto do simbolismo, da luz que guia na escuridão. Enfim, aproxima-se um fim de semana de sol, apetece sair de casa e passear, e não resisto a propor um passeio de descoberta. Não a um farol (já me estaria a repetir, já fiz uma vez um post sobre isso), mas a um seu antepassado, um facho.
Neste caso, é o Facho de Nossa Senhora da Bonança, erguido no alto de uma duna de areia junto à praia de Ofir.


Segundo alguns autores, teria sido mandado construir por D. João III para ajudar os navegantes a ultrapassar os perigos do litoral pedregoso junto a Fão, os famosos "cavalos de Fão". Hoje, é um pequeno edifício quase desmoronado, com uma porta estreita, em arco, encimada pelo brasão de armas de Portugal. Na parede que dá para sul ainda existe um pequeno postigo que permitia observar uma largo pedaço de mar, mas essa função de vigia deixou de ser possível quando foi construída a pequena capela que se encontra ao lado. Lá dentro, erguia-se um poste de madeira onde se içava uma lanterna ou uma caldeira acesa para aviso dos mareantes.
Nesta época de crise, trepar até ao facho é uma caminhada agradável e que substitui uma ida ao ginásio, agora mais caros com o IVA a 23%. Faz-se um pouco de exercício, respira-se ar puro, apreciam-se as vistas, e vai-se tentando manter a linha. Para os que não estão preocupados com a linha, aconselho que desçam até à praia de Ofir e comam uma clarinha. Vale a pena!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O assobio do amolador

Hoje de manhã passou um amolador pela minha rua. Ouvi o assobio, tão característico, e corri à janela como se corresse para a minha infância. 
Fiquei a observá-lo. Era um velhote com um velho casaco aos quadrados e um boné na cabeça. Caminhava lentamente, a bicicleta pela mão, um caixotinho com ferramentas precariamente preso na parte de trás. De vez em quando, levava à boca a pequena gaita de beiços e soltava o seu assobio. Fazia variações: umas vezes uns sons mais curtos, outras vezes sons mais longos, mais pungentes. Percorreu a rua toda, e eu, perdida no tempo, à janela, a observá-lo. Fez-me lembrar a minha infância, quando ainda morava na Penha de França, antes de mudar para Benfica. Havia muitos vendedores de rua, homens e mulheres que passavam com os seus carrinhos, onde vendiam as mais variadas coisas. Cada um tinha o seu modo característico de se anunciar, o seu pregão. E nós nem precisavamos de perceber as palavras, só pela melodia e entoação do pregão já percebíamos se era a mulher do peixe ou a da fava-rica. Ou o amolador. Melodias de uma Lisboa que já não existe, inevitavelmente engolida pelo progresso, de uma Lisboa já na altura uma tanto desfasada no tempo.
O amolador percorreu a rua até ao fim, atravessou, virou a esquina, entrou noutra rua. Nem uma pessoa se chegou para afiar uma faca ou uma tesoura, ou ao menos para puxar dois dedos de conversa. Será que hoje ainda há lugar para estas actividades ou já não se afiam tesouras? Será que ainda há espaço para o assobio do amolador?
Quem se lembra dele?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Não quero ser Touro!

Eu sei que sou distraída. Por isso, provavelmente, só neste fim-de-semana me dei conta de que os signos tinham sido mudados. Assim, de repente! Foi um choque para mim, como provavelmente para milhões de outros seres humanos por esse mundo fora. 
Segundo parece, os astrónomos do Minnesota Planetarium Society divulgaram o que já se comentava em voz baixa há muito tempo: os antigos astrónomos da Babilónia basearam os signos na constelação na qual o Sol se encontrava na data do nascimento. Mas, ao longo dos milénios, a força gravitacional da Terra alterou o seu eixo o suficiente para originar uma diferença de quase um mês no alinhamento dos signos. Mais ainda: por qualquer razão, quem sabe uma birra, definiram só doze signos, quando deviam ser treze. E agora, para repor a verdade científica, há que redefinir o calendário do Zodíaco.
Pois, muito bonito! Considerações científicas àparte, há outras implicações e consequências igualmente pertinentes! O que fazer agora agora das medalhinhas e contas da Pandora, onde invariavelmente se incluiam os signos? E aquelas belas tatuagens das costas ou do tornozelo, com o símbolo zodiacal? Mas o que ainda me parece mais grave é a crise de personalidade. Crescemos com os astrólogos de serviço a martelarem-nos as características do nosso signo em todos os programas da manhã. Os mais aficcionados ainda liam as previsões diárias nos jornais ou mesmo na internet. Habituamo-nos a considerar que certos traços da nossa personalidade correspondiam ao nosso signo. E agora, viram-nos as convicções do avesso. Os antigos Leões deixam de ser autoritários para passarem a ser ligados à família e ao lar, isto é, Caranguejos. Os antigos Caranguejos tornam-se criaturas volúveis e criativas, isto é, Gémeos. E por aí fora. Desconfio que, com as crises de identidade que se avizinham, só os psicólogos tirarão algum benefício destas revoluções científicas e astronómicas.


Para os que são tão distraídos como eu e ainda não deram pelo novo alinhamento do Zodíaco, aqui está o  calendário dos Signos:


Capricórnio: De 20 Janeiro a 16 Fevereiro 
Aquário: De 16 Fevereiro a 11 Março 
Peixes: De 11 Março a 18 Abril 
Carneiro: De 18 Abril a 13 Maio 
Touro: De 13 Maio a 21 Junho 
Gémeos: De 21 Junho a 20 Julho 
Caranguejo: De 20 Julho a 10 Agosto 
Leão: De 10 Agosto a 16 Setembro 
Virgem: De  16 Setembro a 30 Outubro 
Balança: De 30 de Outubro a 23 Novembro 
Escorpião: De 23 a 29 Novembro 
Serpentário (Ophiuchus): De 29 Novembro a 17 Dezembro 
Sagitário: De 17 Dezembro a 20 Janeiro

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Espirros e anjos

O Inverno continua e, com ele, todas aquelas coisas desagradáveis que são o seu cortejo. Continua a chuva, que varia dos chuviscos às saraivadas de granizo. Continua o frio, mais ou menos intenso. Continuam os dias curtos, escuros, pesados. Até o trabalho custa mais a desenvolver. Continuam também as gripes e constipações. No meu caso, foi-se embora a gripe, mas ficaram alguns efeitos colaterais, que incluem espirros dispersos, dores de cabeça ocasionais, nariz vermelho. Mas temos de manter o espírito positivo e a boa disposição. Porque vem muito a propósito, aqui deixo um pequeno e delicioso poema de Nuno Júdice. 

BEATITUDE
No paraíso, na idade de ouro,
ouvindo os anjos tocarem alaúde
e flauta, as nuvens acorrem
como ovelhas
à sua beira. Então, os santos
pegam nas tesouras e começam 
a tosquia das nuvens. Lá
em baixo, nos prados onde as almas
se juntam, começa a chover: e como
já não haverá guarda-chuvas, 
na idade de ouro,
as almas constipam-se, 
amaldiçoando 
as ovelhas, as nuvens
e os santos. Só os anjos, continuando
a tocar, se riem, beatíficos, ouvindo
o bater da chuva
por entre o espirrar 
das almas.

(Nuno Júdice)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Canções de amor para o São Valentim

Não sou muito apreciadora de dias disto e daquilo. Do Dia de São Valentim também não. Mas pode ser um bom pretexto para recordar algumas das mais belas canções de amor, e isso sim, é intemporal. Como esta canção de John Lennon...


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Morrer sozinho

Para mim, foi o caso da semana. Chocou-me mais do que as manifestações no Egipto ou os patamares insustentáveis a que chegaram os juros da venda da nossa dívida pública. Refiro-me, claro está, à descoberta do cadáver de uma idosa em Rio de Mouro, nove anos depois da sua morte. Um cadáver rodeado de outros cadáveres, do seu cão e dos pássaros que com certeza partilhavam a solidão desta idosa e que com ela partilharam também a morte.
Não vou entrar no jogo de acusações. Realmente, se uma vizinha e um primo apresentaram uma participação de desaparecimento já em 2002, não se compreende que o Ministério Público, ou seja lá quem for, não se tenha lembrado de ir espreitar à casa onde a senhora vivia, sozinha e numa idade já avançada. No entanto, como sabemos que a Justiça funciona muito mal neste país, eu ficaria surpreendida era se tivesse havido eficácia e celeridade nesta situação.
Mas o caso faz-nos reflectir. Esta senhora ainda teve pessoas que deram pela sua falta. Mas cada vez vamos sabendo de mais situações idênticas, de pessoas que morrem sós, sem ninguém lhes estender uma mão ou sentirem o seu desaparecimentto. Parece que não existem dados estatísticos sobre este fenómeno, mas todas as entidades afirmam que está a aumentar. Compreende-se. As cidades têm populações cada vez mais envelhecidas e cada vez mais isoladas. As famílias, quando existem, vivem longe, numa vida difícil que não permite um acompanhamento dos seus idosos. Na verdade, o que me choca neste caso, como nos outros idênticos, é a imagem de solidão que nos coloca à frente dos olhos. Não podemos continuar a fechá-los. Não podemos fingir que não vemos, que não sabemos o que se passa, que não é bem assim...
Neste Ano Internacional do Voluntariado, saúdo as associações que se aperceberam do problema e tentam dar algum apoio a quem vive só. Lembro aqui a Associação Limiar ou a Coração Amarelo. Mas penso que tem de haver um plano de apoio mais estruturado, uma política de proximidade, talvez organizada pelas Juntas de Freguesia. Era, provavelmente, uma maneira de dar um rosto humano e uma utilidade mais visível a essas instituições autárquicas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os bonecos da Rua Sésamo

Ontem, ao fazer um zapping pelos canais televisivos, deparei com uma edição comemorativa da Rua Sésamo. Fiquei pregada à televisão, com um sorriso nostálgico e uma saudade enorme a apertar-me o coração. Os meus filhos cresceram com a Rua Sésamo. Todos os dias vibravam com as aventuras do Egas e do Becas, da Tita e do Monstro das Bolachas, do Poupas e do Conde de Kontarrr... O meu filho aprendeu a ler com a Rua Sésamo. A minha filha cresceu a cantar com a Tita. Havia sempre histórias novas, sem grandes dramatismos, mas que retratavam o quotidiano infantil e as pequenas vitórias, mas também os dramas e os medos, que povoam o dia-a-dia e o imaginário das crianças. Pegavam nos seus pequenos problemas, que podiam ir de uma ida ao médico até ao apertar dos atacadores, e tratavam-nos com graça, leveza e eficácia.
O que vêem hoje as crianças? Será que a Hanna Montana ou os desenhos animados japoneses conseguem igualar a Rua Sésamo em ingenuidade e graça? Tenho as minhas dúvidas. E tenho pena. Não sabem o que perdem!


Egas e Becas tentam dormir numa noite de trovoada...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Paixão de Sinaleiro

Há pessoas e vidas que nos espantam, nos confrontam e nos fazem exclamar a velha frase: "Isto dava um filme!"
António Paixão é polícia sinaleiro na zona do Príncipe Real, em Lisboa. Isto é, já de si, uma raridade! Quando eu era miúda, havia polícias sinaleiros em muitos dos cruzamentos de Lisboa. Alguns eram sóbrios e contidos nos seus gestos, mas havia outros que executavam autênticas coreografias em cima das peanhas, a ponto de se juntarem pequenos grupos a observar e, às vezes, a aplaudir. Também havia alturas em que não davam conta do recado e acabavam ofendidos pelos automobilistas mais apressados. Quem não se lembra deles?
Pouco a pouco, foram substituídos pelos semáforos e por sistemas informatizados com nomes femininos, que às vezes também não funcionam, mas que já não podemos ofender directamente.
Este Paixão é dos poucos que ainda regula o trânsito. Mas tem outra paixão, além da do nome, que o torna ainda mais original: o serviço aos outros. Encara o seu trabalho como um serviço de proximidade e apoio aos habitantes da zona onde trabalha. De tal forma que se meteu a tirar um curso superior na área das Políticas Sociais. Terminou o Curso há pouco tempo e é o primeiro polícia sinaleiro com estudos universitários. Agora, tenta cruzar as suas duas paixões, a acção social e a regulação do trânsito, mostrando que ainda há espaço na cidade para a ajuda aos outros, sejam crianças que atravessam as ruas a caminho da escola, sejam idosos que precisam de auxílio para o transporte das compras do supermercado. Mostrando que em qualquer profissão, mesmo nas mais raras e improváveis, há espaço para a humanização.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Joan of Arc

E para começar o fim de semana da melhor maneira, apeteceu-me ir buscar ao baú das recordações preciosas uma velha canção de Leonard Cohen, Joan of Arc. Editada em 1971, no ábum Songs of Love and Hate, é provavelmente a versão mais bela e romântica da tragédia vivida por essa heroína da França medieval. Vale a pena ouvir outra vez. 


Now the flames they followed joan of arc
As she came riding through the dark;
No moon to keep her armour bright,
No man to get her through this very smoky night.
She said, "i'm tired of the war,
I want the kind of work i had before,
A wedding dress or something white
To wear upon my swollen appetite."
Well, i'm glad to hear you talk this way,
You know i've watched you riding every day
And something in me yearns to win
Such a cold and lonesome heroine.
"and who are you?" she sternly spoke
To the one beneath the smoke.
"why, i'm fire," he replied,
"and i love your solitude, i love your pride."
"then fire, make your body cold,
I'm going to give you mine to hold,"
Saying this she climbed inside
To be his one, to be his only bride.
And deep into his fiery heart
He took the dust of joan of arc,
And high above the wedding guests
He hung the ashes of her wedding dress.
It was deep into his fiery heart
He took the dust of joan of arc,
And then she clearly understood
If he was fire, oh then she must be wood.
I saw her wince, i saw her cry,
I saw the glory in her eye.
Myself i long for love and light,
But must it come so cruel, and oh so bright?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os Vitinhos deste país

O Vitinho apareceu nas nossas televisões e nas nossas vidas faz agora vinte e cinco anos. Um amigo meu lançou uma questão pertinente: se ele fosse real o que estaria agora a fazer? O que fizeste tu da tua vida, Vitinho?
É uma boa questão. Imagino o Vitinho crescido, agora com 26 ou 27 anos. Já só os pais e os tios o tratam por Vitinho, para o resto do mundo ele é o Vitor Qualquer-Coisa. Provavelmente, estudou, talvez até tenha entrado numa Universidade e tirado um curso superior. Talvez esteja agora à procura de emprego, ou a ganhar 700 euros por mês como funcionário num "call-center". Imagino que pode ter emigrado. Agarrou uma oferta de emprego na Inglaterra ou em Angola, em Espanha ou no Dubai, e lá foi ele. Tem saudades do sol, ou da praia, ou do bacalhau, ou dos fins de tarde na esplanada a comer caracóis e a beber cervejas com os amigos, mas sabe bem que aqui não tem futuro. Pode até ter entrado numa Juventude Partidária e estar a desbravar um futurozinho como político nesta República das Bananas.
Fazem-me reflectir, os Vitinhos deste país. Com tristeza. 
Trazíamos tanta esperança na bagagem!...